sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Artigo de Hoje: Money que é Good nóis num have


Postagem chata pra caralho e que não tem imagem nenhuma, mas o assunto é importante.



E ai, beleza? O post de hoje não tem nada a ver com os Mamonas Assassinas, estou aqui para falar de mais um Artigo que relaciona um assunto importante para os jogadores de Yu-Gi-Oh!. Dinheiro, preço, valor, money, mercado, cartinhas...

Para começar, eu nunca conheci alguém dentro do universo de Yu-Gi-Oh! que não desejasse jogar cartas com seus amigos e colegas, até porque, esse é o grande barato da coisa, poder juntar a galera para passar um tempo em plena jogatina. Atire a primeira pedra quem nunca desejou construir seu próprio Deck para depois vencer aquele amigo metido a sabichão ou então tentar conquistar um torneio para sair como "fodão" com seu prêmio na mão. Creio que muita gente gostaria, ou estou enganado?

É da "vida real" que o Card Game prevaleceu durante seus anos, e provavelmente irá se manter durante um bom tempo assim (não vou dizer eternamente porque o mundo digital esta cada vez mais sugando o real e eu creio que tudo tem prazo de validade). 

Como todo mundo já sabe, Yu-Gi-Oh! nada mais é do que um jogo, mas como quase nada nessa vida é de graça, esse jogo tem um preço, o que é totalmente normal para o mundo capitalista, e eu disse isso na minha postagem anterior. Konami é uma empresa, e como toda e qualquer empresa, ela visa o lucro. O que Konami oferece em sua visão, é um produto e a forma de usa-lo, e nós em grande parte, compramos e o transformamos isso tudo em um jogo. 

Os produtos são as cartas (estampas ilustradas colecionáveis), porém essa cartas não são vendidas separadamente e sim dentro de caixas, latas e pacotes que possuem um conjunto de diversas cartas dentro delas. Esse é um fator determinante para que a Konami consiga vender grande parte da produção lançada (talvez 100% dela).

Segue a pergunta: Se eu crio e vendo cartas apenas avulsas, como eu faria pra vender as cartas que o povo considera "ruins"? 

Primeiramente, nenhuma empresa cria um produto sem a ambição de vende-lo. Mesmo que ele seja "ruim", ele TEM que vender, caso contrário seria apenas uma produção burra e apta ao fracasso. No Yu-Gi-Oh!, por se tratar de um jogo, as pessoas sabem o que é bom e o que é ruim, e por isso não gastariam os seus preciosos dinheiros com coisas que não seriam  interessantes para si mesmas. Tem raras exceções, como colecionadores, pessoas "leigas" e pessoas abastecidas de outras intenções, mas esse não é o tipo de  perfil de consumidor que gera a receita esperada para a empresa.

A resposta para essa pergunta já foi respondida. Nada mais inteligente do que vender um pacote, uma lata ou uma caixa que contenha tanto cartas ruins quanto cartas razoável e boas. Simples! É a solução exata para vender de tudo um pouco sem gerar nenhum prejuízo. É exatamente esse o propósito para Konami vender seus produtos dessa determinada maneira.

Mas pra que existe as RARIDADES?

A resposta para essa pergunta também é bem fácil de ser respondida. As raridades tem como intenção, dificultar a busca pelas tais cartas que são consideradas "boas". É um diferencial que cria demanda para os produtos. Quanto menor for a probabilidade da pessoa conseguir uma carta "boa", mais ela irá gastar com produtos Konami para consegui-la, pois o universo do jogo irá exigir que ela tenha essa tal carta para construir seu Deck de qualidade.

Repetindo. Quanto maior a raridade da carta, maior a dificuldade, e mais produtos a pessoa terá que comprar para conseguir alcançar o seu objetivo individual. Não é atoa que se chama "raridade", porque raro é tudo aquilo que não se vê com frequência. Literalmente, as pessoas compram uma Box ou um Booster acreditando no fator sorte. Felizardo é o cara que conseguir tirar uma ou mais cartas com uma raridade considerada alta.

Pra Konami, o objetivo é vender, que se lasque o que o jogador irá fazer com as cartas após ter adquirido o produto, o importante é ter a venda concluída e o dinheiro no cofre. 

Ai entra uma questão muito importante.

Quem compra esses produtos?

Grande parte dos consumidores são JOGADORES E LOJISTAS. Então vamos a uma analogia: Se eu compro um produto, é claro que eu quero ter total direito sobre ele, não é verdade? Claro, então, se eu quiser comprar e rasgar, eu posso, não posso? POSSO! Se eu quiser jogar no lixo, eu posso, não posso? POSSO! Se eu quiser dar para um mendigo na rua, eu posso, não posso? POSSO! Se eu quiser vender, eu posso, não posso? CLARO QUE POSSO! Tudo depende da minha consciência e sanidade, todavia, eu tenho o direito de decidir o que eu vou fazer com uma coisa que é minha, não é? Se eu estiver falando de cartinhas de Yu-Gi-Oh!, a resposta é SIM, pois não vai ter nenhum agente especializado em espionagem a me seguir, mirando uma sniper em minha cabeça e observando o que eu irei fazer com a cartas que eu acabei de comprar, claro que não.

Pois é, esse pensamento serve para os jogadores e lojistas de forma geral. Como esses caras tem o direito de vender, eles também tem o direito de definir o valor dessa venda. MAS, se eu compro uma coisa para venda-la, o valor da minha venda deve ser MAIOR que o valor da minha compra, se não eu irei logicamente sair no negativo, sendo ao mesmo tempo muito burro. A coisa mais normal do mundo, é eu comprar uma Box, e querer vender as cartas dentro de um valor que pague a Box que eu comprei, e se possível, que me renda alguma coisa a mais, não é? É. Mas as coisas aqui no Brasil não funcionam exatamente assim, por diversos motivos.

Primeiro porque recebemos os produtos da Konami de forma atrasada aqui no Brasil, e por esse motivo, somos obrigados a termos que importar de outros países, no caso, os Estados Unidos. Consequentemente, a base de valores é calculada em dólares e convertida para reais. Brasileiro não define preço nenhum, nós somos submetidos a exercer o valor americano convertido e somado com os impostos e tributos, o que fode mais ainda a nossas vidas. Como todo mundo já deve saber, os impostos Brasileiros são monstruosos, obrigando a nós jogadores abrimos mão de pagar um valor as vezes maior do que o dobro do preço real do produto (esse preço real, é o que os americanos definem por introduzir o produto no mercado), isso desanima qualquer que busca seguir a ideia de querer jogar na "vida real".

A segunda coisa importante, é o fato da Konami também não dar muito valor para o Brasil quando o caso é Yu-Gi-Oh!. Depois de tantos anos, só agora nós estamos recebendo um evento do porte do YCS, sendo que em outros países como Chile e Equador, isso já existe a um tempo, e olha que o Brasil só é o maior e mais rico pais da América Latina! Só seria mais triste se a Argentina estivesse na frente também, ai é apelação. É uma vergonha nós termos um território tão amplo e rico e não conseguirmos encher nem 1000 jogadores direito nesse evento, o que é totalmente justificável por causa do preço das cartas e da má distribuição do jogo em território Nacional. Esse quesito é péssimo. É muito notável que 80% dos jogadores estão distribuídos entre São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e talvez um pouco do Ceará.  Eu particularmente conheço jogadores da região do Norte e Nordeste que dizem não ter um acesso ao Yu-Gi-Oh! em suas regiões, a não ser pela internet, comprando de fora, o que é horrível.

Para vocês terem ideia, as cartas em PT-BR, não são produzidas no Brasil, e sim na Europa, o que também é uma lastima e um pouco do retrato disso tudo que foi dito. Nós importamos até mesmo carta PT-BR que chega dois anos atrasadas após o lançamento oficial da coleção ocidental porra, vai tomar no cu!

E ainda tem a alfandega para lascar mais ainda!

Um Dracossack ou Exciton Knight custar 500 reais é uma coisa absurda, e por mais bem de vida que a pessoa seja, ela não deve negar que é um valor alto para quem apenas buscar passar o tempo jogando. As raridades são usadas como motivo para se elevar o preço das cartas (não só a raridade, mas a edição também conta), uma coisa até considerável, só que algumas lojas e jogadores também as vezes abusam da ignorância do povo, o que é ridículo e péssimo para o crescimento do jogo, se os valores fossem justos, teríamos muito mais jogadores. De vez melhorarem as condições, alguns preferem foder mais ainda, pau no cu de vocês.

A Konami não faz raridade nenhuma pensando no valor que os jogadores irão dar as cartas depois de terem comprado os seus produtos. Ela só usa as raridades como forma de lucro pra si própria, dificultando ou valorizando. Os Structure Deck também são exemplos disso. Muitas vezes esses Structures possuem de uma a cinco cartas com alguma raridade, e o valor desses Structures não se deve as cartas que são comuns, e sim as que cartas que "brilham", pois são por causa delas que muita gente vai atras de conseguir tal Structure Deck, até porque as comuns já são cartas que foram introduzidas no mercador a um bom tempo atras e muito jogador tem em mãos. É claro que muito jogador compra um Structure Deck para iniciar seu primeiro Deck, mas ainda sim, esse tal jogador ainda terá que abrir o bolso mais vezes para formar um deck que seja no minimo decente.

Uma coisa importante a saber, que esta de certa forma relacionada com isso que foi dito, é que o universo competitivo usa o método de descarte.

Exemplo: Hoje eu compro um Deck Dragon Ruler. Aposto tudo nele para conseguir pelo menos bons resultados de forma que me tragam algum tipo de recompensa. Uso por alguns meses antes de decair de conceito, então vendo por um preço "bom" para que eu possa comprar um Mermail para o próximo formato antes que o Dragon Ruler cai de uma vez. Essa sequencia segue os formatos. Mudo de Mermail pra HAT, e de HAT para Shaddoll, e assim vai. Descarta um para conseguir outro.

Tem que ter muita grana para conseguir se manter com vários Decks acima da média, o que não é realidade para muitos jogadores, por isso existe em grande parte essa ideia de descarte. As vezes, o maior problema, é conseguir pagar 1500 reais em uma Deck muito bom para se iniciar esse processo.

Para encerrar essa postagem, eu gostaria de dizer que é muito importante saber pelo menos algumas coisa sobre esse mercado e todos esses processos para não sair por ai dizendo asneira sem nenhum conhecimento ou para não ser enganado por gente safada que tem por ai. Procure conhecer os valores das cartas, tanto em lojas nacionais quanto em internacionais. Eu espero que a minha ideia sobre as "raridades" tenha sido entendida por todos vocês. É claro que eu posso estar errado em certos pontos, até porque eu também não sou o senhor da razão, mas o ideal é fazer vocês refletirem também.

Só não falo que as cartas são de papel porque o dinheiro também é, e colocamos valor pra ele ainda sim. Então foda-se esse argumento. E também vou evitar de falar sobre assuntos políticos, mas eu desejo que todos vocês que forem as urnas em Outubro, saibam muito bem o que farão.

Meu próximo artigo irá falar sobre os maiores erros dos jogadores, então fique no aguardo, pois acho que será um assunto muito relevante também. Não esqueçam de deixar a opinião de vocês sobre essa postagem logo abaixo. Só não me critiquem pelo meus erros de português, eu fiz essa postagem em plena madrugada, morrendo de sono, e também sou BR, né? Assim como um bom Brasileiro, exijo uma educação muito mais digna para o nosso pais.

Muito obrigado a todos, abraços, e até a próxima.
Felipe Leonel (Kaos)
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5 Comentários

5 comentários:

Carlos Alberto Alberto disse...

Gostei da postagem. E eu particularmente nao sabia o pq de raridades. Muito obrigado por explica-la. E quanto a política...PT fora.

Anônimo disse...

Só esqueceu de mencionar a Ban List

Felipe Leonel disse...

Não esqueci não. Eu mencionei a Banlist no meu artigo anterior. Pra esse, não existiu uma grande necessidade, até porque, eu ainda farei muito artigos pela frente, então tem muito assunto a discutir sobre Banlist.

Abraço.

Marcos Vinicius disse...

Cara, vc é meu idolo, seus artigos são muito bons e deveria ter mt mais comentarios aqui, parabens.

Anônimo disse...

muito bom

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