segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Deck de Hoje: Chaos e Artifact Agent


O que acontece quando os Agentes possuem artefatos mortais e se unem ao caos?


E ai galera, beleza? Aqui vamos nós para mais um Deck de Hoje! (aquele post que você não lê por preguiça), na verdade, hoje teremos dois Decks em um único post (ai que ninguém não lê mesmo hahaha), que será entorno dos The Agents, então se você gosta deles, talvez a ideia que irei apresentar seja bem legal.

E o primeiro  deles que irei expor para vocês, é um algo que eu resolvi criar no momento em que lançou o Primal Origin a um tempão atrás. Quando os Artifacts foram anunciados mais ou menos no começo do ano (não lembro exatamente), creio que muita gente imaginou a junção deles com o arquétipo The Agent, por causa da semelhança que esta presente no Tipo (Fairy), né? Normal, tem muito retardado que faz isso (no bom sentido da brincadeira). Eu fui uma dessas pessoas, então coloquei a mão na massa para testar essa união, e admito que gostei do resultado. Vamos ao Deck!

Main DeckExtra Deck
Monstros [23]:
[3] Mystical Shine Ball
[1] Artifact Beagalltach
[3] Artifact Moralltach
[1] Genex Ally Birdman
[3] Herald of Orange Light
[1] Junk Synchron
[3] Master Hyperion
[2] Maxx "C"
[2] The Agent of Creation - Venus
[1] The Agent of Entropy - Uranus
[3] The Agent of Mystery - Earth 

Mágicas [8]:
[3] Artifact Ignition
[2] Mystical Space Typhoon
[3] Upstart Goblin

Armadilhas [9]:
[3] Artifact Sanctum
[1] Bottomless Trap Hole
[2] Call of the Haunted
[1] Compulsory Evacuation Device
[1] Solemn Warning
[1] Torrential Tribute

Cartas: 40
Extra Deck [15]:
[1] Armades, Keeper of Boundaries
[1] Beelze of the Diabolic Dragons
[1] Black Rose Dragon
[1] Goyo Guardian
[1] Leo, Keeper of the Sacred Tree
[1] Michael, the Arch-Lightsworn
[1] Stardust Dragon
[1] Constellar Pleiades
[1] Daigusto Phoenix
[1] Downerd Magician
[1] Gachi Gachi Gantetsu
[1] Ghostrick Alucard
[1] Leviair Dragon
[1] Mechquipped Angineer
[1] Tiras, Keeper of Genesis

Extra Deck de acordo com a necessidade e gosto.




Conceitos e Características do Deck

Basicamente esse Deck possui características vindas das bases The Agent e Artifact, que a principio, são bem diferentes uma da outra (ah vá, é mesmo?). Artifact jogam pela linha de trás (backrow), já os The Agents jogam pela linha de frente (frontrow, certo? Se errei a expressão, eu quis dizer Monster Zone). O Deck mistura elementos agressivos, com uma leve pegada de controle de jogo e meios que buscam e ganham tempo suficiente para a junção das peças essenciais (traduzindo: o Deck tem Traps (Field e Hand) mais o Gachi Gachi, que servem pra foder o meu oponente enquanto eu tento comprar os Master Hyperions na mão), isso me permite talvez defini-lo como um Aggro Control em termos.

A principio, tem, de certa forma, uma movimentação lenta que pode se converter a algo "violento", se manipulado corretamente (tem pessoas que lerão essa frase e darão um duplo sentido erótico para o que eu disse, Stop! Eu sei que você voltou para ler novamente e tentar enxergar a sacanagem, por isso eu falei no futuro "lerão" e "darão", mas enfim...). São coisas meio óbvias, o importante é você saber que o Deck roda, resumindo tudo o que eu disse.


Monstros

Como muitas das vezes, Decks com uma estrutura focada em The Agents usam um elevado número de monstros, até mesmo por causa da característica agressiva, então aqui temos ao todo vinte e três monstros, muitos deles já manjados para quem conhece e joga com Agent.



É o de sempre, não tem muito segredo quando falamos sobre The Agent, essa base é praticamente a mesma desde 2010/11, época do lançamento do Structure Deck Lost Sanctuary, que introduziu Earth e Hyperion ao Card Game. Os outros monstros apresentados dentro desse arquétipo são péssimos, com exceção de Venus, Earth, Hyperion e o novato Uranus, que não chega a ser bom, mas sim razoável.

Eu optei por usar essa base essencial que é formada pelos quatro monstros mostrados na imagem acima. Começando com The Agent of Mystery - Earth, ela tem a função de buscar a The Agent of Creation - Venus e possivelmente o novo integrante The Agent of Entropy - Uranus, essas são as únicas opções já que existe uma carência de monstros consideráveis em cima dessa temática, e sinceramente eu não faço a minima questão de ter os que são ruins, muito menos a de usar The Sanctuary in Sky para trazer o Master Hyperion pra mão, pois eu considero essa Field Spell péssima (qualé Konami?! Bem que The Agent podia ganhar uns suportes decentes, hein?). Três cópias de Earth é muito importante para que se tenha uma maior chance de consegui-la o mais rápido possível.

Por sua vez, a Venus fará o papel de trazer as Mystical Shine Balls, que são essas bolinhas ridículas sem efeito. Literalmente, essas cartas são podres, mas sem isso, a Venus se torna mais uma carta inútil para o arquétipo. O legal é que hoje em dia temos a possibilidade de se fazer Synchro ou Xyz Summon, mas já imaginou no ano de 2004, quando Venus e as Shine Balls lançaram no set Ancient Sanctuary? Essa bolas eram só um meio de ocupar espaço no campo e servir como tributo para Tribute Summon, e mais nada além disso.

Optei por usar apenas duas cópias, simplesmente pelo fato de que ao atingir o efeito de uma Venus com sucesso, todas as outras cópias no Deck/Mão se tornam cartas sem muitas utilidades para o restante do jogo, virando praticamente um "Normal Monster" com 1600 Pontos de Ataque (que merda), e isso não ajuda muito no Mid/Late Game. Vamos lembrar que não é um problema jogar apenas só com duas, porque temos exatamente a Earth para busca-la, o que facilita o acesso.

O propósito das Shine Balls no campo é efetuar um Xyz Summon de um possível Gachi Gachi Gantetsu para segurar o jogo e boostar os monstros no campo, ou então Daigusto Phoenix para aplicar uma ofensividade (ele é muito bacana em momentos possíveis para um OTK).

Por último desse quatro, temos o Master Hyperion, o grande Like a Boss do Deck. É um monstro muito fácil de se colocar no campo, equivalente a Judgment Dragon e Grapha, Dragon  Lord of Dark World. Hyperion além de possuir 2700 Pontos de Ataque, um valor alto, tem um efeito muito bom. Ele destrói uma carta no campo com o simples custo de banir um monstro Fairy no Cemitério, o que é praticamente insignificante para um Deck que possui 90% dos monstros de acordo com esse Tipo. Três cópias é o ideal, pois convertemos um The Agent nesse poderoso monstro com tranquilidade.


A grande novidade do arquétipo é o Uranus, monstro recém lançado na Deluxe Edition da Primal Origin (TCG) como um Preview da coleção Duelist Alliance que chega agora em Agosto. É regular, pois não tem um acesso tão simples quando não se usa a The Sanctuary in the Sky (bosta de carta), entretanto, existem outras formas de aproveita-lo para que não apodreça em mãos, o próprio método de invocação do Hyperion é um dos caminhos.

Uranus é um Tuner com a capacidade de enviar um The Agent para o Cemitério e copiar seu Level. Isso é interessante, porque amplia o leque de monstros Synchros que é possível fazer. Uma curiosidade a parte, é que esse efeito de enviar um The Agent para o Cemitério, só possui a restrição de ser usado "uma vez por turno", de resto, é possível enviar até mesmo outras cópias de si mesmo, como parte da ideia de "alimentar" o Cemitério para a entrada do Hyperion e até mesmo Chaos Monsters, tais como Black Luster Soldier - Envoy of the Beginning e Chaos Sorcerer.

O diferencial de Uranus esta no seu Atributo. Normalmente os monstros The Agent seguem a linha de anjos "bonzinho" da luz, não é? O Uranus é do caralho é o contrário, ele é o cara mal da turma, aquele que não é de Deus, ele é preto DARK. O que o transforma em um bicho interessante. Por um lado, não é possível usa-lo com Honest e nem como custo do Hyperion para destruir uma carta no campo, só que ele ajuda bastante em uma ideia Chaos e até mesmo permite o Deck uma maior chance trazer a campo monstros como Beelze of the Diabolic Dragons e Void Ogre Dragon.

A questão é: Como eu coloco esse monstro no jogo? Lembra de quando eu falei sobre os primórdios das Shine Balls no Card Game? Pois é a mesma ideia, Tribute Summon! Tribute as bolinhas e coloque esse cara no campo. Difícil? Talvez, se não tiver nenhuma... mas essa é uma das chances, tem outra que irei explicar mais pra frente.

A minha ideia para esse Deck, era explorar pelo menos um pouco do potencial desse monstro e incluir o Beelze, já que eu sei que hoje tem dia tem muitas pessoas que são fãs dessa aberração (calma Haters, eu sei que existe o lado oposto da história).


Isso explica um pouco o motivo para eu estar usando Genex Birdman Ally e Junk Synchron (WTF?! Exato, você não leu errado, mas eu passo longe de ser fanboy do Yusei ou qualquer outro personagem do Anime). No caso do Birdman, eu acho que não chega a ser nenhuma novidade, eu já vi muito Agent usando porque funciona legal com a presença de várias Shine Ball no campo. E dá pra criar combinações tipo essas aqui:

  • Birdman + Shine Ball = Synchro Level 5
  • Birdman + Venus = Synchro Level 6 ou Xyz Rank 3
  • Birdman + 2 Shine Ball = Synchro Level 7
  • Birdman + Shine Ball + Venus = Synchro Level 8
  • Birdman + 2 Shine Ball + Venus = Synchro Level 10

Nesse último caso, é só usar o efeito da Venus fazendo o Special Summon da Shine Ball retornada para mão por Birdman e pronto. É um monstro bem interessante para se usar, o problema é a limitação imposta na Banlist (talvez justa por causa dos Decks OTK/FTK que usam esse cara), e isso me fez introduzir o Junk Synchron no lugar do segundo Birdman.

- Quais seriam os outros motivos para a escolha do Junk Synchron? 

Primeiramente, eu coloquei ele no Deck porque eu quis e foda-se sinceramente achei o efeito interessante pelo fato de possuir um elevado número de monstros Level 2, como  Shine Ball, Earth, Herald e Maxx "C". Então existe um certo aproveitamento para criar combinações quase semelhantes ao Birdman, pois Junk também é um Tuner. E não tem problema se eu usar seu efeito para trazer uma Earth ou um Herald a campo, se eu tiver algum outro monstro não Tuner já em campo.

Exemplo: Tenho Venus em campo, faço Normal Summon do Junk, ativando seu efeito. Invoco Earth. Com isso, eu posso, caso seja necessário, fazer o Synchro Summon de um Level 6, e depois uso-o como Material de um Synchro Level 8 com Earth. É um desperdício, mas existe essa possibilidade. O mais legal é trazer uma Shine Ball ou Maxx "C" para um Level 8 direto, né?

Pra mim, uma cópia de Uranus e Junk são o suficiente porque ambos os dois não são monstros legais para um Early Game, ok? Mais do que isso é exagero.

Alias, como já citado ali em cima, o Herald of Orange Light é um monstro que vai para o Cemitério com facilidade levando consigo um outro Fairy. É uma carta que eu considero muito melhor que Effect Veiler/Breakthrough Skill/Fiendish Chain nesse Deck, por negar efeito de monstros que ativam em qualquer lugar, e fora isso, ele destrói no final da resolução! É muito lindo usa-lo em monstros Synchro e Xyz, ainda mais quando seu oponente imbecil coloca um Number 101 no campo achando que vai livrar-se de todos os problemas... ele toma naquele lugar! Herald é um dos motivos para não me preocupar tanto com falta de utilidade de um Uranus na mão, assim como uma Shine Ball, Venus, Hyperion e qualquer outra carta Fairy que possa eventualmente morrer no decorrer de uma partida. Por um lado, esse custo é bom, só é ruim o evidente -2 que o jogador é obrigado a abrir mão.


Mágicas e Armadilhas



Agora irei falar dos Artifact! Pode parecer idiota, mas eu deixei o Moralltach e Beagalltach em conjunto com a Ignition e Sanctum para simplificar a explicação. E de certa forma, Moral e Beagal são quase "Traps" que irão interagir exatamente em cima do turno do oponente.

Essa é a engine mais sólida que é possível extrair do arquétipo. São esses exatos quatro tipo de cartas que hoje estão bem presentes no famoso HAT, um dos Top Tiers do momento. Digamos que grande parte dessas cartas joguem em prol do Moralltach, a carta de grande importância aqui. Ele destrói uma carta virada pra cima, sem a necessidade de nenhum tipo de "target". Só que não é tão simples assim. O Moralltach precisa ser Special Summoned no turno do oponente para que isso aconteça. Ai entra a carta que eu considero "chave", Sanctum. Essa Trap Card faz o Special Summon do Moral direto do Deck, gerando respostas quase que diretas as jogadas do oponente, o que é muito bom como recurso de defesa.

Vamos lembrar que os Artifacts são monstros que podem ser setados nas Zonas de Mágicas e Armadilhas, o que torna eles dependentes de uma destruição. Ai entra Ignition, que tanto pode ser usada para destruir S/Ts do oponente, como as minhas também. Exatamente como Mystical Space Typhoon, nesse ponto (tirando a parte que diz "negue tudo"). O diferencial esta na capacidade de setar um Artifact do Deck na Zona S/T após destruir uma carta, e isso permite certos combos com as outras cartas da temática (mas são situações diversas que não vou explicar aqui).

Além de Ignition, também temos o Beagal, que é bem semelhante ao Moral, a diferença é que ele entrará em campo para destruir minhas próprias S/T, que supostamente devem ser alguns Artifact Monsters (Ah vá, só pessoas com distúrbios mentais usam o Beagal para sair destruindo cartas com relativa importância, tipo Bottomless e etc).

Exemplo: Se eu tenho dois Moralltach setados e uma Sanctum, eu não vou usar o efeito da Sanctum pra trazer mais um Moralltach pro campo, e sim o Beagal para destruir meus dois Moralltach e ativar seus efeitos (caso seja possível), entendeu? É uma rota de fuga para possíveis deads.

Três Moralltach e Sanctum é praticamente uma obrigação na base. O Beagalltach, um é o suficiente para entrar em algumas situações. Três Ignition por causa da versatilidade e sinergia com o arquétipo (setar essas merdas pode ser bastante útil, movimenta o Deck e impedi que eu fique puxando elas na mão).


Aqui também tem um quinto elemento, a Call of the Haunted. A carta serve pra situações genéricas, mas com Artifact ela fica mais delicia. O legal dessa carta, é suprir um pouco da desvantagens que Herald of Orange Light traz com os descartes, é um meio de tirar o pesado excessivo do -2.


Lá em cima, quando eu disse que tinha uma outra forma de trazer o Uranus pro campo, essa forma era a COTH, exatamente por causa da ligação feita com o Herald. Dá pra usar a COTH em diversas situações, e sai interessante quando temos a possibilidade de trazer o Constellar Pleiades ao jogo para reaproveita-la.

Dentro do Main Deck eu tenho a presença das quatro cartas Traps mais staples que existe. Solemn, Torrential, Bottomless e Compulsory. A função continua sendo a mesma. E para encerrar essa parte, as duas Mystical Space Typhoon em conjunto com as três Ignition, serve para tanto destruir S/T do oponente, quanto para utilizar os Artifact. Acho que essa combinação transforma uma Ignition ou Typhoon menos sobrecarregada para tentar fazer tantas coisas.


Agora chegou a vez de responder a pergunta que todo mundo me faz quando mostro esse Deck...

- Por que você não usa Archlord Kristya e Honest? by Leitores inexistentes e adversários.

Começando pelo Kristya (ou "a Kristya", eu não sei o gênero, mas por ser Archlord e não Archlady, considero esse monstro com tendências masculinas), bom... eu entendo que ele é um monstro que tem uma capacidade de quebrar muitas jogadas do meu oponente e as vezes até definir um jogo sozinho. O problema é que Kristya também limita as minhas próprias ações, e digamos que esse Deck possui uma grande escala de cartas que exercem o Special Summon. O Kristya se contrapõe aos Artifacts, o que pode ser ruim, e não são poucos, eu tenho uma quantidade considerável de cartas da temática, e seria péssimo eu torna todas essas cartas parcialmente mortas só por causa da presença de um Kristya no campo. Assim como também tenho o Genex, Junk, Venus e Hyperion. Eu realmente não acho necessário, e os Artifacts, Heralds e Maxx "C" já fazem a linha defensiva.

Agora sobre o Honest, eu resolvi tira-lo do Deck porque é um monstro desonesto que usa shortinho de bicha que tem uma única função, a de pegar meu oponente de surpresa e rir da cara dele bancar uma Battle Phase a meu favor, e só isso. Pode até ser bom em uma situação ideal, mas se encaixa apenas nessa situação e pronto, fim. Em meus testes, muitas vezes o Honest ficou travado e então eu tomava a decisão de usa-lo como custo do Herald of Orange Light, dando uma utilidade e movimento a ele no jogo (qual será que deixa meu oponente mais puto?). Se for assim, pra que usar se não esta me servindo muito bem? Resolvi descarta-lo.

As vezes uma Battle Phase passa longe de ser um cenário ideal para definir um jogo, pode ser o cenário de desfecho, mas não o de clímax, e de que me adianta pensar no final sem passar pelo meio? Jogar contra Mermail, por exemplo, é muito difícil que meus monstros prevaleçam em campo com tranquilidade, assim como também enfrento Constellar e outros Decks que trabalham muito bem com a remoção de monstros adversários do campo. Quer mais um motivo? Honest é Level 4, o que sai da rota do meu Deck.

- Porque não uso Gaia Dragon, the Thunder Changer?

Por falta de espaço. Simplesmente por isso. Eu gostaria muito de coloca-lo, mas ai eu teria que abrir mão do Beelze e tirar a ideia de testar um bicho "popular na mídia". 

Agora vamos a segunda Deck List de Hoje, avisando que eu não vou explicar as cartas que já foram apresentadas acima, porque o conceito é praticamente o mesmo, e você (que na verdade não esta lendo nada disso) é inteligente suficiente para saber algo relacionado sobre eles.

Main DeckExtra Deck
Monstros [26]:
[3] Mystical Shine Ball
[1] Black Luster Soldier - Envoy of the Beginning
[2] Chaos Sorcerer
[1] Dark Mimic LV3
[1] Genex Ally Birdman
[3] Herald of Orange Light
[3] Master Hyperion
[2] Maxx "C"
[3] The Agent of Creation - Venus
[1] The Agent of Entropy - Uranus
[3] The Agent of Mystery - Earth
[3] Tour Guide From the Underworld

Mágicas [9]:
[1] Allure of Darkness
[1] Creature Swap
[1] Mind Control
[2] Mystical Space Typhoon
[3] Upstart Goblin

Armadilhas [6]:
[1] Bottomless Trap Hole
[2] Call of the Haunted
[1] Compulsory Evacuation Device
[1] Solemn Warning
[1] Torrential Tribute

Cartas: 40
Extra Deck [15]:
[1] Armades, Keeper of Boundaries
[1] Black Rose Dragon
[1] Goyo Guardian
[1] Leo, Keeper of the Sacred Tree
[1] Michael, the Arch-Lightsworn
[1] Scrap Dragon
[1] Stardust Dragon
[1] Daigusto Phoenix
[1] Downerd Magician
[1] Gachi Gachi Gantetsu
[1] Ghostrick Alucard
[1] Herald of Pure Light
[1] Leviair Dragon
[1] Mechquipped Angineer
[1] Wind-Up Zenmaines

Extra Deck de acordo com a necessidade e gosto.




Conceitos e Características do Deck

Creio que eu posso considerar esse tipo de Deck até mesmo mais popular que o anterior, com certa tradição no Card Game, e o Chaos Agent é bem mais agressivo, com monstros sinônimos das siglas OTK. Para a elaboração desse Deck, eu me baseei na estrutura feita por José Cumpa, que conseguiu Top 4 no Nacional do Peru esse ano (Parabéns José, você deu tapa na cara do Metagame). Digamos que a forma de se montar um Chaos Agent é quase a mesma a alguns anos, então tanto o meu Deck, quanto o de José Cumpa, não apresentam muitas novidades da base padrão, mas é claro que existem diferenças racionais que acabam por modificar o Deck de acordo com a forma com que gostamos de jogar, aderindo também as necessidades.

Um ponto muito importante: Não confundam o funcionamento de um Chaos Agent com um Deck Chaos Lightsworn ou Chaos Dragon, a mecânica desse Deck é bem diferente por ser literalmente mais lento que os dois citados e não trabalhar com a mesma eficiência diante de um elevado número de monstros no Cemitério, ok? Não que eu queira dizer que esse Deck não abre brechas para isso e que você não possa tentar seguir com o Deck dessa forma (eu mesmo já testei), mas assim abrimos mão para depender ainda mais da sorte em um base onde existem monstros que precisam muito do trabalho em conjunto para um desempenho favorável.


Monstros


Por ser exatamente um Chaos, o mais óbvio é no minimo a presença do Black Luster Soldier - Envoy of the Beginning e Chaos Sorcerer. É quase inquestionável o uso desses dois por serem os responsáveis pelo nome do Deck. O que pode diferenciar, é a disposição de uma ou duas cópias do Chaos Sorcerer e muito raramente a sua ausência, mas pra mim, um Deck "Chaos" que se preze fica sem sentido quando só tem um monstro com tal característica.

No meu caso, optei por usar a quantidade máxima permitida nos dois, o que eu considero até normal para muitos Decks Chaos, e isso não causa nenhum tipo de interferência na mecânica aqui dentro (e sim uma influência bem forte).

No total, temos apenas três monstros Chaos, o que obviamente não é muito, e por esse motivo é bastante perceptível que não fique tão interessante rodar cartas que façam o tal do "mill". Enviar os poucos monstros Chaos para o Cemitério acaba completamente com a ideia do Deck. Fora que Venus precisa das Shine Balls. Eu tomava muito prejuízo quando comprava Venus após ter mandando dois ou três Shine Balls para o Cemitério com Kuribandit (mesmo rodando Soul Charge). E não recomendo.

Outro monstro que ganha um destaque aqui, é a Tour Guide From the Underworld! Sendo franco, a Tour Guide não chega a ser um monstro que me agrade muito nesse formato, pra falar a verdade, ela não é tão interessante desde o inicio de 2013, quando Wind-Up e Inzektor faziam parte dos melhores Decks, mas no The Agent, ela tem uma certa sinergia com algumas jogadas que podem ser realmente decisivas. Tour Guide da uma movimentação no meu Deck e é DARK, food para os Chaos Monsters.

Para acompanha-la, geralmente as pessoas preferem usar Night Assailant, porém, eu acho ele um monstro lento e fraco, individualmente falando. Legal que dá pra destruir um monstro no campo quando Flipado, e é idiota falar que ele "só faz isso", mas na real, ele realmente não faz outras coisas a mais que isso além de Xyz com Tour Guide e food pra Chaos (o que qualquer outro Fiend Level 3 DARK também faria).

Depende muito dos monstros que se enfrenta também. Isso deve ser levado em consideração. Tem vários exemplos de monstros do Meta atual que passam por cima do Assailant com facilidade, seja removendo-o do campo, ou apenas "ignorando", "se aproveitando" ou negando a destruição, esses (alguns) monstros são: Fire e Ice Hand, Dracossack, Tiaramisu, Pleiades, Bear, Midrash, Judgment Dragon, Michael, Dragonfly, 101, Stardust e etc. Estamos prestes a receber os Shaddolls no TCG, então certas cartas anti FLIP serão mais utilizadas, o que amplia o leque de coisas que passam por cima desse bicho.

Eu sei que sem o Assailant, irei deixar de ter uma carta a mais pra tentar matar um Ophion, e eu sei que o embate contra Evilswarm é muito ruim pra mim (exatamente por causa desse bicho desgracento), mas depender de uma Battle Phase para dar um Honest ou Assailant é bem complicado, na minha humilde opinião.

O motivo pela qual escolhi usar Dark Mimic não condiz com uma visão muito contrária do Assailant. Dark Mimic é ruim pra caramba também. a diferença é que com ele dá pra tentar ter um aproveitamento maior de Call of the Haunted nas Battle Phases, e assim comprar umas cartinhas. O Draw Power faz uma enorme diferença na Build Chaos (seja lá qual seja o Deck), e aqui dentro não temos muitas formas naturais de encontrar esse elemento tão importante. Creio que essa seja a principal razão.

O Night Assailant tem apenas 200 de ATK, não dá nem pra tentar destruir um possível Maxx "C" no campo, e isso é vergonhoso. Dark Mimic tem 1000 de ATK, não que isso seja exuberante, mas além de destruir bichos com ataques insignificantes (1000 ou menos), também resiste contra eles.

Beleza, chega disso, vamos a um combo que dá pra fazer com a presença de Tour Guide!

Peças: Tour Guide, Venus e Hyperion.

1º passo - Faça o Normal Summon da Tour Guide, ativando seu efeito Trigger.
2º passo - Traga ou uma Tour Guide ou um Dark Mimic.
3º passo - Com os dois monstro no campo, faça o Xyz Summon do Leviair Dragon.
4º passo - Em seguida, faça o Special Summon do Master Hyperion banindo a Venus em sua mão.
5º passo - Ative o efeito do Leviair Dragon, trazendo a Venus para o campo.
6º passo - Agora ative o efeito da Venus duas vezes, colocando respectivamente duas Shine Balls no jogo.
7º passo - Com as Shine Balls, faça Xyz Summon do Daigusto Phoenix.
8º passo - Ative o efeito do Daigusto Phoenix selecionando o Leviair Dragon como alvo.

A junção disso dá: 1800+1800+2700+1600+1500 = 9400 de Dano. E ainda é possível usar o efeito do Hyperion para destruir uma possível carta no campo. A Venus também pode trazer o último Mystical Shine Ball, eu até recomendo.

Não deixando de ser realista, esse combo não é a melhor opção quando se tem uma muralha de backrows no lado do campo do oponente, mas é uma possibilidade para certos casos (muito improvável de acontecer com frequência).

Bom, essas são as únicas novidades que o Main Deck apresenta de diferente do Artifact Agent. Talvez seja considerável eu estar usando três Venus, mas isso se deve ao fato de precisar jogar ainda mais com ela ou Tour Guide para trazer algum monstro que consiga segurar o jogo pra juntar munição para fuzilar meu oponente. No Deck anterior, os Artifacts seguravam bastante a onda.


Mágicas e Armadilhas

Para terminar essa postagem que esta bem longa, a explicação final condiz com Allure of Darkness, Creature Swap e Mind Control. Bem óbvio o motivo pela qual uso Allure of Darkness, né? Acho que essa parte da pra pular.


A Creature Swap e Mind Control tem motivos até que bem semelhante. Creature Swap faz uma interação com prováveis Shine Balls. Vamos supor que meu oponente tem um Beelze em campo. Ferrou pra ele! Só por a Shine Ball e ativar Creature Swap para trocar os monstros. É de se partir o coração, ou deixar seu oponente bem puto. Legal que essa ideia pode ser convertida ao Dark Mimic também, piorando a situação do seu oponente (que não irá gostar nada).

Mind Control funciona um pouco diferente. Ela não faz uma troca como Creature Swap, ela apenas "rouba" um monstro do oponente durante apenas um turno. O bacana nisso, é que o Chaos Agent possui muitos monstros Tuners, então podemos usar o monstro do oponente contra ele mesmo (se possível e de preferência), e logo em seguida trazer um Synchro Monster para o jogo. Dá pra criar uma Semi Compulsory usando Genex Ally Birdman também, tudo depende muito do contexto.

Agora vem as questões:

- Porque não uso Honest e Kristya? 

O motivo ainda é o mesmo. Dei preferencia em testar um Uranus com três Herald of Orange Light e duas Call of the Haunted do que fazer uma Build com uma aparência tão padrão. Ai era mais fácil eu ter copiado o Deck do José Cumpa e explicado ele aqui pra vocês. É legal perceber que dá pra pensar um pouco fora da caixinha e arriscar mudanças que as vezes passam longe de serem ruins. A minha ideia aqui é trazer algo pelo menos um pouco diferente.

- Porque nesse Deck não coloquei o Beelze?

Foi por falta de espaço. No caso, eu achei melhor jogar com o Zenmaines por causa da Tour Guide. Tem aquela coisa de First Turn, quando colocamos a Tour Guide no campo, algum Xyz Rank 3 tem que entrar em jogo, então um Zenmaines pode ser um opção dependendo daquilo que estou jogando contra. Fora outras situações. Já o Beelze pode ficar de fora porque entre Scrap, Stardust e ele, eu prefiro os dois genéricos. 


Bom galera, é claro que as mudanças feitas podem ser desfeitas por vocês, pois é vocês que mandam nos seus próprios Decks. Eu espero que vocês tenham gostado da ideia apresentada hoje. Por enquanto estou cogitando em dar uma pausa na criação de postagens em cima do nome "Deck de Hoje" e trazer mais artigos, que são muito mais rápidos de serem concluídos e que fazem muito mais o raciocínio. Me despeço aqui, e peço perdão para aqueles que acharam que a postagem ficou enorme (preguiçosos filhos da mãe). Se vocês tiverem mais dúvidas/perguntas ou necessitarem de alguma ajuda ou ideia, podem usar os comentários para se expressar. Eu aceito também criticas e sugestões.

Muito obrigado e até a próxima.
Felipe Leonel (Kaos)
       
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3 Comentários

3 comentários:

Carlos Alberto Alberto disse...

Muito bom o post. Mas scho que para os agentes voltarem a ser um deck forte no fornato, somente esse agent novo não é o suficiente ainda...

pietro disse...

Parabens, ficou otimo.

Felipe Leonel disse...

@ Carlos Alberto

Muito obrigado. Acho que é bem perceptível que The Agent não é um dos melhores Decks para o formato, até mesmo por causa de sua característica. Fico feliz que tenha gostado da postagem. Abraço.

@pietro

Rapaz, se você for a mesma pessoa que estou pensando, eu te agradeço por ter discutido coisas sobre The Agent, é sempre muito bom conversar com pessoas que conhecem bastante o Deck. Estou contente por ter gostado da postagem, abraço.

Yu-Gi-Hoje!
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