quinta-feira, 14 de março de 2013

Análise da Banlist de Março 2013 - Parte 2: semi-limitadas e liberadas


Yo! Séculos depois de postar a pimeira parte, estou trazendo a parte dois desse artigo que tem como objetivo falar um pouco das mudanças trazidas pela banlist (confira a parte 1 clicando aqui). Apesar do assunto banlist já estar mais morno porque já faz quase duas semanaas que começou o novo formato, é até bom que esse artigo venha agora pois já podemos avaliar o impacto de certas mudanças. Esse artigo será um pouco mais curto que o último porque as mudanças aqui são mais ou menos farinha do mesmo saco, então não tenho porque enrolar muito. Sem mais, vamos lá.


Começando pelas semi-limitadas, temos Tsukyomi a 2. Essa mudança não apareceu muito nos palpites pré-lista, mas ninguém pode falar que foi injusto, loucura, etc. Um ano atrás, NINGUÉM diria que teríamos Tsuku semi-limitada nesse formato, e quem disser o contrário está mentindo. Poré, hoje vemos com clareza que ter duas cópias do deus da Lua não é nada demais - e quando eu digo nada é nada mesmo. No formato passado, quando Tsukuyomi saiu do limbo após passar anos lá, uma certa agitação tomou conta dos duelistas porque era difícil dizer que impacto tal mudança teria no Metagame. A resposta não tardou a vir, e o impacto de Tsuku foi simplesmente NULO. Sério, não vi um Main Deck de deck Meta usando a maga, o que faz dela, na minha opinião, um dos maiores Fails dos últimos tempos, porque era uma carta  muito respeitada que hoje é encarada por muitos como "normalzinha". Bom, já está claro o que penso da semi-limitação dela: não vai mudar praticamente nada, e Tsuku provavelmente passará os próximos meses apagadas do mesmo jeito. Em outras palavras, semi-limitação justa porém não muito impactante (claro que estou trabalhando com hipóteses e probabilidades, pode ser que descubram um jeito de abusar de Tsukuyomi e ela passe a ser vista em tudo que é deck).

A outra carta que passou de limitada para semi foi Advanced Ritual Art. E ao contrário de Tsuku, que pra mim é uma mudança que não cheira nem fede, essa aqui vai ser bem legal. ARA é uma das cartas que eu adoro e curto fazer decks com ela, inclusive, a indiquei para o Yu-Gi-Oscar de carta que deveria ser liberada. É o tipo de carta que dá espaço para vários decks criativos e diferentes, sendo ao mesmo tempo bem forte e divertida (muito parecida com Rescue Rabbit nesse sentido). Assim, a semi-limitação dela é algo ótimo para vários decks  for fun e mesmo competitivos que não alcançam o meta já há um tempo. Decks baseados no Herald of Perfection são o melhor exemplo disso, mas podia citar alguns outros, como o que mistura Gishkis com Hieratics. Isso não quer dizer que eu ache que a liberação de ARA terá algum grande impacto no mundo competitivo - pelo contrário, acho que, pelo menos por enquanto, ela será uma carta mais for fun, e o reforço que ela trará para alguns decks que a usam não será o bastante para colocá-los no Top Tier. Mas e daí? É ótimo ter cartas no jogo, e quem sabe até aos poucos algum deck Ritual consiga ascender com a ajuda dela. Torço por isso.


Para encerrar o pacote das novas semi-limitadas, temos uma das mudanças mais WTF que eu vi nos últimos anos. Sendo 100% sincero, eu não entendo a semi-limitação de Thunder King Rai-Oh. Sério Mesmo. Que o rei do raio é ótimo, ninguém discorda. E pra falar a verdade, se ele tivesse sido limitado, faria todo o sentido, pois mostraria que a Konami quer os Prophecy ownando geral e ainda deixaria buracos em vários decks que usam mais de um. Só que semi-limitado, pra mim, não tem lógica nenhuma. O fato é que pouquíssimos decks usavam três TKRO, sendo o reizinho visto na maior parte dos casos a duas cópias. E mesmo os poucos decks que usavam três dele podem se virar perfeitamente com dois. E quando eu digo se virar perfeitamente eu quero dizer perfeitamente MESMO, ou seja, ter um Rai-Oh a menos fará, na prática, pouquíssima diferença. Uma mudança sem sentido, que não leva a nada, que não serve para fortalecer deck algum muito menos para enfraquecer qualquer coisa. Se alguém discordar disso aqui ou tiver uma explicação plausível, por favor postar um comentário, porque está acima da minha compreensão.

E com isso encerramos as semi-limitadas! *todos comemora*. Mas todos sabemos que a lista não acaba por aqui. Temos ainda a parte das cartas liberadas a três, que foi uma das partes mais legais dessa banlist. Como considero todas as mudanças mais ou menos farinha do mesmo saco, não vou escrever muito. 


Como eu já disse, as três mudanças acima (Lumina, Kalut e Smoke Signal liberados) são todas muito semelhantes na medida em que fortalecem seus arquétipos específicos mas não são significativas o bastante para serem consideradas impactos no Meta. Claro que, apesar disso, essas mudanças não são de se jogar fora. Muito pelo contrário, é ótimo que essas cartas de decks antigos sejam liberadas aos poucos, para que assim eles possam eventualmente ressurgir com força. Diria que entre esses três, o que tem mais chance de pegar Tops em alguns torneios por aí é o Six Samurai, e os que menos tm chances é os Lightsworn (infelizmente). Apesar disso, o deck Blackwing vem aparecendo timidamente em alguns torneios do OCG, sufocado pelos novos decks porém conseguindo alguns Top 16. Se isso se manterá nos próximos meses ou é só coisa de começo de formato, só o tempo dirá. 

Falando da liberação de Lumina mais especificamente, ela é bem interessante pois mais uma vez revela a tendência da Konami de, lista após lista, fortalecer os LS. Lumina a dois, Judgment Dragon a três, Necro liberado, agora Lumina fora da lista... Todas essas mudanças, ocorridas em listas relativamente recentes, mostram essa tendência de fortalecimento do arquétipo. Será que daqui a pouco teremos Charge of the Light Brigade semi-limitada? Talvez, mas pra mim o que falta para os Lightsworns não é ajuda da lista, mas sim um reforço novo que os deixe mais atualizados (algo semelhante ao que fizeram com Six Sams anos atrás).

Olhando do ponto de vista do marketing, a liberação dessas três cartas pode ser vista como uma tentativa de agradar aos antigos jogadores  que usavam esses decks e motivá-los a usá-los e reconstruí-los,  sem  dar aos arquétipos força o bastante para tirar o brilho dos novos decks (Fire Fists, Elemental Dragons, etc). Faz sentido.

E acabou a lista! Tudo bem que eu pulei Mind Crush e Spore, mas fiz isso porque não tinha nenhum comentário ou observação relevante quanto a esses dois. Só pra desencargo, vou dizer que Mind Crush pode ser uma boa arma contra os Prophecy e Fire Fists além de fortalecer os chatonildos dos Dark Worlds. Já Spore merece destaque por ser a única mudança capaz de tirar da semi-limitação de Rai-Oh o título de mudança mais insignificante. Palmas para ela!

Conclusão

Aproveitando esse espaço, vou dar minha opinião sobre a lista: eu não gostei. E não digo isso porque acho que o formato vai ser desequilibrado, mas sim  porque gosto quando a lista realmente abala as estruturas do jogo, surpreende, sacode tudo e obriga todos os decks a se adaptarem. Essa foi uma lista morna, mas ao mesmo tempo muito bem-feita porque com poucas mudanças a Konami conseguiu moldar o jogo do jeito que queria. Para falar a verdade, deixando as expectativas qur tinha da lista de lado, acho que o formato que ela gerará será muito bom, sem um deck 100% dominante pelo motivo de termos muitos decks ótimos. Enfim, o jeito é torcer que essa previsão se realize e que tenhamos um formato legal como foi o último. Boa sorte para todos nós!

Encerramos por aqui. Espero que gostem do artigo e desculpem o atraso. Minha vida escolar anda complicadíssima (muito mais do que eu chaei que seria) e anda sendo difícil achar tempo para postar. Enfim , não deixem de comentar e até mais!
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6 Comentários

6 comentários:

Anônimo disse...

concordo com a maioria daas coisas, so q ter q trocar um deck todo cada 6 meses eh pesado demais pra uns jogadores, e naum vejo como seria mais abalador, soh se liberase alguma velha q elevase um deck morto ao tier 1, por q os unicos velhos q tavam jogando eram WU, entao ta de boa


tirando isso, foi tudo legal e eu concordo, bom post!

Ednei Monteiro disse...

deixa eu explicar uma coisa sobre tskuyomi no deck prophecy que usa o book of eclipse ela ja esta fazendo desgraças com spellbook magician o book of eclipsa nao deixa os SB magician serem destruidos em batalhas e tsukyomi que esta sendo tratada como inutil vai estar na sua mao o tempo todo e os SB magician flipando igual loucos ai ja viu,vai da ate EXODIA

Bruno Gutierres disse...

^ Cara escreve de novo porque eu não entendi nada do que você falou, mas me interessei.

Anônimo disse...

o cara falo a jogada: tsukyomi no magician of profechy pra usar o efeito flip duas vezes dele

o eff: buscar um spellbook, isso usado varias vezes+ aquele super spell mega foda faiz o deck rodar nun nivel sobrenatural=]

BuBa disse...

Ednei, o único problema é que o Book of Eclipse não é buscável pelo Spellbook Magician...

Mas sim, ela é boa em decks Prophecy, apesar de que nunca vi uma build usando '-'

Daniel Santos disse...

Formato será legal até os E dragons virem ori tcg, ai sera um deus nos acuda e big eye limtado.

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