quarta-feira, 18 de julho de 2012

Archetypes - Lightsworn

Ae pessoal! Depois de um bom tempo, trago a vocês mais uma análise de archetype. Dessa vez, falarei de um dos meus grupos favoritos de todos os tempos, que muita gente ama e muita gente odeia: estou falando dos Lightsworns, que chegaram a formar um dos decks mais poderosos de toda a história! Confiram agora tudo sobre eles:


Os Lightsworns apareceram pela primeira vez no mundo de Yugi no booster pack Light of Destruction, que marcou o fim da era Gx. As artworks deles são inspiradas nas classes de RPG e eles são todos monstros LIGHT. A estratégia primária deles consiste em se auto-millar, ou seja, mandar cartas do deck do próprio controlador para o cemitério, seja na End-Phase ou não. No começo de sua existência, ninguém botava muita fé no deck Lightsworn, simplesmente porque até então essa coisa de mandar cartas loucamente para o cemitério não existia. Parecia muito estranho para os players da época um deck que corria o risco de destruir a si próprio, por isso no começo os meus queridos monstrengos luminosos ficaram para escanteio. 

Assim, os Lightsworns passaram a era pré-synchro (2008) no escuro. Três boosters novos vieram marcando o começo da era Synchro, sendo eles The Duelist Genesis, Crossroads of Chaos e Crimson Crisis. Tudo isso contribuiu para deixar os Lightlords ainda mais apagados, já que eles perdiam atenção para os novos Synchros que vinham chegando e para os novos jeitos de se jogar o Card Game. No entanto, tudo isso mudou quando, pela primeira vez, um deck temático deles pegou Top (mais precisamente segundo lugar) em um torneio de grande porte, em meados de 2009. Confiram a build abaixo:

Campeonato: Shonen Jump Anahein 2009
Player: Jarel Winston
Deck: Lightsworn


Monstros:
Judgment Dragon x2
Wulf, Lightsworn Beast x3
Honest x3
Necro Gardna x3
Lumina, Lightsworn Summoner x3
Celestia, Lightsworn Angel x2
Ryko, Lightsworn Hunter x1
Aurkus, Lightsworn Druid x1
Ehren, Lightsworn Monk x1
Plaguespreader Zombie x1
Jain, Lightsworn Paladin x1
Garoth, Lightsworn Warrior x2
Lyla, Lightsworn Sorceress x2
(25)

Spells:
Solar Recharge x3
Cold Wave x2
Charge of the Light Brigade x2
Foolish Burial x2
Monster Reborn x1
Heavy Storm x1
Monster Reincarnation x1
(12)

Traps:
Crush Card Virus x1
Beckoning Light x2
(3)

Extra Deck:

Stardust Dragon x3
Colossal Fighter x2
Red Dragon Archfiend x2
Goyo Guardian x1
Black Rose Dragon x1
Magical Android x1
Tempest Magician x1
Armory Arm x1
Dark Strike Fighter x1
Thought Ruler Archfiend x2


Deem atenção especial para as cartas que estão em negrito: elas são as que atualmente se encontram em uma condição mais limitada pela banlist. Nos monstros, vemos que 3 peças importantes do deck (Lumina, Necro Gardna e Honest) estão atualmente limitadas ou semi-limitadas, enquanto que nas Spells podia-se usar 2 Cold Waves (atualmente banida), 2 Charge of the Light Brigades e 2 Foolish Burials. Isso sem mencionar o incrível Crush Card Virus e Dark Strike Fighter junto com Goyo Gyardian no Extra! Já deu pra sentir o estrago que o deck fazia, né?

Mas voltando a falar da história competitiva do Archetype, foi depois desse campeonato que o deck vingou de vez, pois antes muita gente tinha um pouco de receio de usá-lo por conta do seu poder de auto-destruição. É verdade que antes disso já tinha gente usando os LS e eles chegavam a ganhar alguns campeonatos pequenos, mas depois que ele pegou segundo lugar em um torneio desse porte o deck virou febre e os players se deram conta da consistência e poder do Archetype.

Bom, eu já estou falando aqui há um bom tempo sobre o deck como um todo e de como ele ganhou destaque no âmbito competitivo. Acho que já está mais do que na hora de comentar sobre cada carta do Archetype individualmente, até para ficar mais fácil de entender o que deixava o deck tão poderoso. Então vamos lá:


Esses dois aí de cima são os dois Beaters genéricos do deck, sendo que Jain é o mais importante entre os dois, pelo menos hoje em dia. O Paladin possui o excelente efeito de ganhar 300 pontos de ataque na Damage Step caso ataque, deixando-o com 2100 ATK. Se isso é bom? É excelente! Esse efeito faz com que Jain consiga matar 99% dos monstros de nível 4 usados atualmente (o 1% é Photon Thrasher), incluindo Thunder King Rai-Oh, Neos Alius, Verz Heliotrope, entre muitos outros. E mesmo no turno do oponente, onde ele não ganha esse boost, Jain continua sendo uma presença de campo respeitável com seus 1800 ATK. O único problema de Jain é que seu efeito de mill é um dos mais fraquinhos entre os Lightsworns, e nesse deck, quanto mais cartas milladas melhor!

O da direita, Garoth, também possui um ataque avantajado que pode ajudar muito graças a seus 50 pontinhos a mais. O fato dele ter 1850 ATK e não 1800 faz com que ele leve vantagem sobre muitos monstros que caso contrário ele não destruiria, tais quais Elemental HERO Stratos e Kycoo. Mas diferentemente de Jain, Garoth não possui um efeito que aumente seu ataque, e sim algo que é muito mais valorizado nos dias de hoje: Draw Power! Para aproveitar bem Garoth, temos que colocá-lo no campo junto com pelo menos mais um Lightsworn, pois aí não só ele millará 2 cartinhas extras como também te possibilitará puxar até 2 cartas. O maior problema do Warrior é que ele não funciona sozinho, se tornando meio inútil caso você não controle outro LS. Por esse motivo, Garoth já foi muito usado e hoje anda meio apagado. Na época com 3 Luminas, o deck fazia um Swarm incrível e o efeito do Garotão abalava, no entanto, com Lumina a dois, esse Swarm não é mais tão frequente. Apesar dos pesares, Garoth ainda assim é uma boa carta e é indispensável em builds de Lightsworn puras. 



Essa aí da esquerda é a Lyla, um dos Lightsworns mais usados atualmente, senão a mais usada. Seu ataque não é nada demais e sua defesa é pífia, mas o que importa é que ela possui o excelente efeito de destruir uma Spell/Trap do oponente simplesmente passando para a posição de defesa, tornando-a praticamente um Typhoon ambulante. Lyla ficou ainda mais poderosa com o início da era Xyz, pois se antes ela podia ficar meio inútil depois de passar para defesa, hoje em dia ela pode ser usada para diversos propósitos ainda que não possa atacar. Ainda por cima faz um combinho muito legal com Final Attack Orders, mas isso não vem ao caso nesse momento. O que importa é que Lyla é muito boa e é indispensável para qualquer deck que queira usar Lightsworns.

À direita vemos Ehren, que também se tornou muito valorizada atualmente. Seu efeito é excelente no começo do jogo quando o oponente ainda está baixando Sangan e coisas do tipo, pois não só ela impede que efeitos que exigem que o monstro seja mandado para o cemitério ativem como também engorda o deck do oponente e dificulta a entrada no campo de cartas como Black Luster Soldier e Archlord Krystia. No passado, era usada no máximo a uma cópia no deck pois pode se tornar uma bela Dead Draw no meio do duelo quando ambos os jogadores já deixaram de jogar na defensiva e passaram para o ataque. Hoje em dia, no entanto, vemos muitas builds de Lightsworns usando 2 Ehrens, e isso porque agora ela ganhou muito mais utilidade. Em primeiro lugar, o que mais se vê hoje em dia são decks usando o chatíssimo Wind-Up Zenmaines, trazendo-o logo no primeiro turno para segurar o jogo. Outro que se tornou mais visto é Spirit Reaper, e Ehren simplesmente acaba com esses dois usando seu efeito. Ainda por cima, assim como Jain e Garoth, ela é do tipo Warrior, o que dá ao deck acesso a dois dos Xyz mais fortes atualemente: Blade Armor Ninja e Heroic Champion Excalibur! Por tudo isso, Ehren merece o destaque que tem hoje em dia.


Lumina e Aurkus são os dois Lightsworns de nível 3 que são de fato usados em decks do tema. Vamos começar falando da Lumina, que é, sem dúvidas, a chave do deck Lightsworn. Bom, seu efeito dispensa comentários, pois todos sabemos o quento é bom para qualquer Archetype ter um monstro que renasce do Grave por um custo baixo. Falando do custo, ele não só é baixo e acessível em praticamente qualquer momento do duelo como também pode muitas vezes ajudar o funcionamento do deck e do próprio efeito da Lumina. Por exemplo, podemos mandar para o cemitério, através do custo, um Wulf que esteja apodrecendo na mão para renascê-lo posteriormente, ou ainda posicionar no cemitério o quarto Lightsworn que faltava para a invocação de Judgment Dragon. Uma jogada muito bacana de se fazer com Lumina é descartar Plaguespreader Zombie como custo de seu efeito e chamar do cemitério um monstro de nível 4, para assim chamar do extra a Mist Wurm (antigamente, o monstro chamado era Trishula e causava muito mais estrago).  Diria que o único defeito de Lumina é ser nível 3, pois se fosse nível 4 ela seria MUITO apelona, fazendo Xyz que nem louca. Mas ainda assim é um dos melhores monstros do deck e merece o status de semi-limitada, o que já está de ótimo tamanho a julgar que quando ela era limitada era muito frequente que ela fosse millada antes mesmo de seu efeito poder ser aproveitado.

Já o Aurkus não tem nem de longe o prestígio que a Lumina tem. Seu ataque é baixo, sua defesa é boa mas nem tanto, seu efeito de mill não é dos melhores... A única coisa que salva Aurkus do esquecimento é seu efeito que pode ajudar e muito nos dias de hoje, prevenindo, por exemplo, que o Jain ou a Lyla sejam alvos de uma Effect Veiler, ou ainda que o oponente renasça um monstro do seu cemitério com Monster Reborn ou tome controle de um Lightsworn no seu campo com Enemy Controller. Todas essas são excelentes vantagens que Aurkus proporciona. No entanto, esse seu efeito pode também gerar uma boa dor de cabeça para seu usuário. Com ele em campo, Lumina não pode ativar seu efeito e você não pode usar Monster Reborn em monstros Lightsworn. Podem parecer bobagens, mas esses defeitos acabam levando muita gente a preferir excluir Aurkus de suas builds. Eu particularmente gosto de usar uma cópia, pois não só seu efeito pode ser bastante útil como também ele pode ser renascido com Lumina e usado para fazer Xyz de Rank 3 facilmente. Resumindo, vai do gosto de cada um.

WulfLightswornBeast-RYMP-EN-UR-1E.jpg

Acima, vocês estão vendo Wulf e Celestia, dois membros do archetype que eu particularmente adoro mas já vi quem não goste. Gosto de ressaltar que os dois trabalham muito bem em conjunto, mas vou falar disso mais tarde. Bom, então vamos começar falando da Celestia. A anja dos Lightsworns possui um excelente efeito de mill que, no entanto, só ativa quando ela é invocada sacrificando um monstro do archetype. Na verdade verdadeira, o efeito de mill não é um efeito, mas sim um custo de ativação para o real poder dela: destruição de cartas! Usando Celestia, podemos destruir com extrema facilidade duas cartas no campo do oponente, e o melhor de tudo é que nem Starlight Road consegue pará-la. Mas então por que muita gente prefere não usá-la? Simples, pelo fato de que seu efeito, por melhor que seja, só ativa quando ela é invocada sacrificando um LS. Esse detalhe, aparentemente insignificante, pode deixá-la morta na mão ou simplesmente sem utilidade, já que se for pra usar um monstro de nível 5 sem efeito, é melhor usar um que tenha mais ataque. Na época da decklist que eu postei, os Lightsworns faziam um baita swarm e enchiam o campo rapidamente com a ajuda de Lumina e 3 Charges of the Light Brigade. No entanto, hoje em dia não é mais assim, por isso muita gente prefere não usar Celestia. Eu costumo usar uma nas minhas builds pois não só seu efeito é excelente como também ela é mais um nome no cemitério para a invocação de Judgment. De novo, vai do gosto de cada um, apesar de que a maioria dos players usa Celestia no Main Deck.

Já Wulf é o tipo de carta ame-a ou deixe-a. Seu efeito é diferente de qualquer outro monstro não só do Archetype mas também de todo o universo de Yu-Gi-Oh, e digo isso no bom sentido. Wulf pode ser Special Summoned  depois que ele é mandado do deck ao cemitério, o que combina perfeitamente com a estratégia de Mill dos Lightsworns. Além disso, combina também perfeitamente com Foolish Burial, que pode mandá-lo ao cemitério facilmente. Uma jogada legal de se fazer com ele é ativar Foolish Burial, chamá-lo ao campo e tributá-lo para invocar Celestia (por isso eu disse que os dois combinam muito bem), que normalmente requereria mais tempo para vir ao campo e ativar seu efeito. Além disso, Wulf ajuda muito em Xyz summons e pode pegar o oponente de surpresa caso millado na End-Phase. Até aí, o lobão é uma carta perfeita e aparentemente indispensável em qualquer deck Lightsowrn. No entanto, na prática, não é bem assim. Wulf não pode ser Normal Summoned nem baixado, fazendo dele uma Dead Draw gigantesca. Não existe nada mais frustrante que comprar um Wulf na hora que você está precisando de uma carta útil, e isso acontece com uma grande frequência. É claro que você ainda pode usá-lo como custo para Solar Recharge ou Lumina, mas isso não muda o fato de quem em 95% dos casos será horrível tê-lo na mão. Esse é o maior problema de Wulf: quanto mais cópias dele usarmos, maiores serão as chances dele ser millado, porém maiores serão as chances de você comprá-lo indeliberadamente. Por isso, muita gente opta por simplesmente não usá-lo (isso nos dias de hoje, porque antigamente ele era indispensável). Eu pessoalmente gosto muito de Wulf e não consigo imaginar os Lightsworns sem ele, por isso sempre uso nem que seja uma única cópia.


Bom, vamos falar dos dois membros do Archetype que faltavam para comentar sobre todos aqueles que têm de fato importância entre os Lightsworns. À direita, vemos o Ryko, que já foi em tempos não tão remotos o  Lightsworn mais usado de todos. Ainda hoje, Ryko é (junto com Lyla) o LS que se encaixa em mais decks diferentes, e não fica preso simplesmente a builds do Archetype. Seu maior abuso foi na era Synchro, onde era visto em praticamente todo deck Plant ou qualquer outro que usasse o cemitério, fazendo dele um semi-staple. Hoje em dia, no entanto, Ryko é dificilmente usado em mais de uma cópia por causa de sua previsibilidade e lentidão. Quando você está jogando contra um LS player e ele baixa um monstro, pode ter 99% de certeza que é um Ryko. Com isso em mente, muita gente toma cuidado com o cachorrinho e não ataca ele enquanto face-down, por isso ele acaba sendo não tão útil quanto já foi. Mesmo assim, Ryko é um monstro bem genérico e pode ser usado em diversos decks, fora que tem o incrível poder de matar Laggia sem dificuldade nenhuma. Por tudo isso, ele acaba sendo o mais visto fora dos decks Lightsworn, por mais que dentro do Archetype ele não seja a melhor escolha. Apesar dos pesares, use sempre ao menos uma cópia não importa a build de LS que esteja usando.

Judgment Dragon sempre foi foda e sempre será. Ele é o boss dos decks Lightsworn, e possui um efeito devastador, para dizer o mínimo. Destruir todas as cartas no campo exceto ele mesmo faz de JD um dos bosses mais aterradores de todos os tempos, isso sem mencionar que podemos facilmente colocar 2 ou 3 em campo simultaneamente  para acabar de vez com o oponente. O custo de invocação é simplesmente patético. Ter 4 Lightsworns com nomes diferentes no cemitério não é nada de outro mundo para um deck que manda tantas cartas assim do deck para o cemitério, pelo contrário, chega a ser fácil demais. Nível excelente que bate com Trade In, ataque altíssimo, defesa forte, ótimo tipo, efeito fenomenal, custo de invocação facílimo, atributo excelente, artwork mais fod* da história... Por essas e outras eu acredito que Judgment Dragon esteja na lista de cartas mais poderosas de todas, fora que é meu monstro favorito. Sério, não há nada de errado com ele. Ele é tão maravilhoso que nem a banlist ousa encostá-lo. Usem 3 cópias e sejam felizes vendo o oponente chorar de medo quando o Dragão do Julgamento chega ao campo. 

E com isso, já falei de todos os monstros do Archetype que realmente importam. Agora, só falta falar daqueles que nunca tiveram espaço no deck Lightsworn... Bem, poderia simplesmente pular essa parte, mas fazer o que né, são membros do Archetype... Então vamos lá *sigh*:


Vamos começar falando dos dois piores Lightsworns de todos: Shire e Rinyan. Nenhuma delas existia na época de ouro dos Lightsworns (deck que eu mostrei acima) pois só foram introduzidas no booster Stardust Overdrive, mas acreditem, mesmo que existissem unca seriam usadas. Shire possui o efeito de ganhar 300 ATK para cada Lightsowrn no seu cenmitério com um nome diferente. À primeira vista parece um ótimo efeito, capaz de transformá-la em um monstro bem forte. E isso realmente seria verdade se não fosse pelo seu patético ataque inicial de 400. Véi, na boa, pra que tão pouco? Se ela tivesse um ataque de pelo menos uns 1100, poderia ser muito bem aproveitada no deck LS e daria uma ótima beater. Mas com um ataque original tão baixo, ela dificilmente passará de um ataque medíocre. Ok, vamos tentar ajudá-la. Suponhamos que você tenha, num caso extremo, todos os 13 Lightsworns com nomes diferentes no cemitério (coisa nada fácil de se fazer). Nesse caso, ela terá 4300 ATK, o que é absurdamente alto. O problema é que até você conseguir colocar 13 Lightsworns com nomes diferentes no cemitério, você já vai ter tido tempo de sobra para invocar Judgment Dragon ou até Sephylon para acabar com o jogo. Ou seja: simplesmente não compensa usá-la, pois em 95% dos casos ela será inútil. Nem pensem em incluí-la em nenhuma build, a menos que estejam querendo fazer uma especial para ela.

Rinyan não fica muito atrás de Shire no quesito ruindade. A gatinha dos Lightsworns é capaz de colocar um monstro de volta para o deck e te fazer comprar uma carta. Pode não parecer tão ruim, mas a verdade é que, por ser FLIP, o efeito de Rinyan é muito lento e acaba não compensando gastar espaço do deck com ela. Isso sem mencionar que ela compete com várias cartas de reciclagem e de velocidade melhores que ela, por isso ela acaba ficando sempre para escanteio. Ataque fraco, defesa ruim, efeito meia boa e muito lento, pior que uma infinidade de outras cartas qu servem para o mesmo propósito. Não há nenhum motivo para usar Rinyan em lugar nenhum, então deixem ela descansando na sua lata de cartas que será melhor para todos.


Hora de comentar os dois membros do Archetype que faltavam. Vamos começar com Jenis, a Lightsworn com defesa mais alta de todas. Nem tenho muito o que comentar sobre ela, pois seu efeito é bastante banal e também bastante... Inútil. Se pudesse ser usado várias vezes no mesmo turno poderia até proporcionar certos problemas para o oponente, mas como não é esse o caso, Jenis acaba se limitando a dar um burn no oponente e um heal insignificante ao seu usuário. 500 pontos não são nada definidores, e por isso não vale a pena gastar um slot do deck com ela. A única coisa que salva a Mender na obscuridade completa é sua defesa, que é capaz de segurar o jogo por pelo menos um turno. Fora isso, Jenis não tem muito utilidade e não merece ser usada.

Gragonith é outra história. Admito que me dói um pouco colocá-lo aqui junto aos inúteis, pois em comparação com os três últimos, Gragonith é uma maravilha. Seu efeito de ganhar ataque, idêntico ao de Shire, é na verdade muito bom para ele, pois como o dragão possui um ataque original de 2000, consegue facilmente chegar aos 3200 ATK. Somado a isso, temos o fato de que ele penetra defesas (problem Marshmallon?) e na End-Phase milla 3 cartas, o que é excelente. A questão é: se Gragonith possui tantas qualidades, por que não é usado? A verdade é que nem eu sei responder ao certo, mas a explicação mais provável é que os Lightsworn Players optam por utilizar Celestia ao invés dele, e não usam os dois para não encher o deck de Dead Draws. De fato, Celestia é melhor que o dragão na maior parte dos casos, mas isso não significa que ele seja inútil. Arrisco dizer que se a anja não existisse veríamos Gragonith em muitos decks LS, mas como ela existe, só resta ao dragão ficar nas pastas. 
Ufa, terminei de falar dos monstros (nem foi tão penoso assim), mas eles não são as únicas cartas que compõe o Archetype. Está na hora falar das Spells!


Essas duas aqui são sem dúvida nenhuma as melhores Spells dos Lightsworns, e sem elas o deck não rodaria. Não é à toa que Charge of the Light Brigade está atualmente limitada. Já que estamos falando sobre Charge, vamos começar com ela. Essa carta faz uma Search fenomenal, adicionando qualquer Lightsworn de nível 4 ou menor do deck para a mão. Isso significa que podemos colocar Lumina na mão com imensa facilidade, ou qualquer Lightsworn que você esteja precisando no momento. Isso sem mencionar que ela ainda milla três cartas do deck, ajudando o usuário a iniciar seus combos. Na época em que podíamos usar 3 dela, seu abuso era total, e o deck roda na velocidade da luz. Mas mesmo depois de limitada, Charge continuou incrivelmente forte, sendo muito usada na era Synchro em parceria com o Ryko. Simplesmente indispensável quando o assunto é Lightsworns.

Solar Recharge é outra que merece todos os elogios do mundo. Por um custo baixíssimo, ela proporciona um ótimo Draw Power e um bom mill também. E por não estar limitada, podemos usá-la várias vezes no mesmo turno para ganhar a vantagem absoluta no duelo. Uma coisa interessante é que Solar Recharge combina perfeitamente com a Charge of the Light Brigade (até no nome). Se você usar Charge e depois Recharge, estará tirando nada mais nada menos que 8 cartas do deck usando apenas duas Spells, isso sem falar que nessa brincadeira um Wulf provavelmente será millado e você conseguirá colocar um Judgment Dragon na mão. Em suma, ambas são excelentes e sem elas o deck Lightsworn não roda. Use quantas puder de ambas que você não se desapontará.

Bom, essas duas aí de cima são as magias que de fato são usadas e têm importância para o Archetype. O resto é o resto, e não vou comentar sobre as outras Spells e Traps para não deixar o post mais cansativo do que já está. No entanto, vou aproveitar essa situação para explicar porque as Traps desenvolvidas  especialmente para os Lightsworns nunca vingaram. A resposta é simples: poque todas elas são Continuous Trap Cards, sendo assim muito vulneráveis a cartas como Typhoon e cia. Além do mais, como o deck LS usa pouquíssimas Traps, usá-las pode acabar tornando-se previsível, já que quando você baixar uma carta o oponente saberá que carta é pois o deck raramente usa Traps. Assim, muita gente opta por deixar as Traps do Archetype de fora, apesar de seus efeitos poderem ser muito úteis. Isso não significa, no entanto, que os Lightsworns não possam usar Traps (Beckoning Light que o diga). 

Para encerrar essa parte de análise individual das cartas, vou falar brevemente dos principais suportes ao archetype que já existiam na época do deck acima e que estão presentes até hoje. Mais para frente, falarei das principais ajudas que foram lançadas depois dessa época. Então vamos lá:


Honest e Necro Gardna compunham as principais defesas no deck Lightsworn, que como eu já mostrei não fazia (e não faz) uso de Traps defensivas. Entre os dois, Honest é com certeza o melhor, se bem que Necro Gardna não fica muito atrás. O anjo da luz é capaz de fazer com que seus monstros LIGHT fiquem praticamente invulneráveis a qualquer monstro do oponente, e ainda por cima acaba com qualquer um que atacar seus Lightsworns. A principal função de Honest sempre foi proteger Lumina, que acabava sendo destruída logo depois que era invocada por causa de seu baixo ataque. A coisa mais legal em Honest é que ele é útil mesmo que você não o tenha na mão. Como assim? Bem, eu diria que Honest é um dos melhores blefes de todos os tempos, e na época que ele estava a três, muita gente invocava monstros fracos em posição de ataque sem defesa alguma e apenas agia como se tivesse um Honest na mão. Pode parecer bobagem, mas depois de apanhar muitas vezes para o anjão, os duelistas ficavam cautelosos até demais e pensavam 3 vezes antes de atacar, mesmo quando não havia ameaça nenhuma na mão do oponente. Excelente carta, merece mesmo estar limitada e cai como uma luva junto aos Lightsworns.

Como se não bastasse o deck possuir 3 Honests, ele também possuía 3 Necro Gardnas, e assim a defesa dos Lightsworns ficava completa. Assim como Honest, Necro Gardna tinha a vantagem de ter um efeito que não ativava no campo, sendo assim muito difícil de negar. E por mais que não possamos dizer que Necro Gardna contém o elemento surpresa de Honest pois o oponente pode vê-lo no cemitério, ainda assim o Necro é capaz de surpreender o oponente, já que muitas vezes ele acaba passando despercebido quando millado. Assim, Necro acaba sendo uma excelente defesa e tornando, junto com Honest, desnecessário o uso de traps defensivas como Mirror Force.


Para encerrar essa looooonga lista de cartas, vamos falar dessas suas aí em cima, a começar com Plaguespreader Zombie. O zumbizinho transmissor de doenças cai como uma luva em conjusto com os Lightsworns, pois seu efeito ativa diretamente do cemitério. Com ele, os luminosos ganharam acesso às poderosas Synchro Summons, fora que Plague comba perfeitamente com Crush Card Virus e Lumina. Eu diria até que Plaguespreader Zombie foi um dos fatores determinantes para o sucesso do deck, pois sem ele os Lightsworns ficariam a parte das novas tendências e do novo estilo de jogo que vinha aparecendo com as Synchros.

Beckoning Light é outra excelente carta que definiu muitos duelos. Seu efeito faz dela praticamente uma Monster Reincarnation bombada, capaz de retornar para a mão muitos monstros de uma vez só. Entre os alvos preferenciais dela estão Honest e Judgment Dragon, duas cartas que acabavam sendo milladas indesejadamente causando problemas aos players da época. Além do mais, Beckoning ainda ajuda a posicionar cartas da sua mão no cemitério, permitindo uma excelente circulação de cartas e infinitos combos. Hoje em dia, muita gente prefere não usar Beckoning, mas eu recomendo pois é uma carta excelente e que garante muitas vitórias.

Ufa, agora sim acabou. Com isso, acho que já deu pra ter uma boa noção da importância de cada carta e de por que o deck rodava muito na sua época de ouro. Sem mais, acompanhem a continuação da história dos Lightsworns no metagame:

Voltando à história...

Depois dessa imensa janela que eu fiz para explicar um pouco mais sobre cada membro do Archetype, está na hora de voltar a falar da história dos Lightsworns no mundo competitivo. Fazendo uma breve recapitulação, estava falando de como os Lightsworns se popularizaram no primeiro semestre de 2009 e se tornaram febre no TCG e no OCG. Mas assim como todo deck fod* demais, os Lightsworns tiveram que enfrentar sua maior inimiga: a temida Banlist! É minha gente, Setembro estava chegando e muita gente achava que os LS já estavam com a corda no pescoço. Confiram abaixo o que aconteceu:

Banlist Setembro de 2009:


Diferentemente do esperado, a Banlist de Setembro de 2009 não foi nada cruel com os Lightsworns. As mudanças que de fato afetaram o deck foram as seguintes: Cold Wave limitada; Crush Card Virus banido; Dark Strike Fighter banido; e por fim Monster Reborn banido (Nota: Judgment Dragon e Plaguespreader Zombie haviam sido respectivamente semi-limitado e limitado pela última banlist). Como podem ver, nenhuma das cartas-chave do deck foi atingida, por isso os Lightsworns continuaram firmes e fortes ganhando torneios ao redor do mundo. Várias variantes surgiram e nesse mesmo período apareceu o famoso deck Twilight, que combinava os luminosos com diversos monstros Dark para chutar várias bundas XD. Resumindo, a era de ouro dos Lightsworns continuou inabalada e eles continuaram levando vários torneios ao redor do mundo. Agora, vamos ver o que aconteceu 6 meses depois.

Banlist Março de 2010


Em Março de 2010 aconteceu aquilo que muitos achavam que ia acontecer em Setembro de 2009: os Lightsworns foram atingidos de verdade. Nessa lista, Lumina, Charge of the Light Brigade, Foolish Burial, Necro Gardna e Chaos Sorcerer foram limitados, e de quebra Honest foi semi-limitado. Como podem ver, a Konami atingiu bem as cartas-chave do deck, tornando inviável para os Lightsworns se recomporem. E acreditem, não foi por falta de esforço: muitos players tentaram montar versões adaptadas do deck, mas não era a mesma coisa. Com 1 Charge e 1 Lumina, o archetype perdeu toda a velocidade e consistência que antes tinha, e assim, pouco a pouco, os Lightlords deixaram de ocupar os Tops nos torneios e passaram a ocupar as pastas dos colecionadores. E assim, acabava a era de ouro para o deck.

E assim, começava para os Lightsworns o que eu chamo de Era Escura, ou seja, uma época em que os Lightsworns ficaram completamente apagados do metagame e restritos ao formato 4 fun. No entanto, um deles ainda conseguia aparecer em diversos decks nos campeonatos. Sim, minha gente, estou me referindo ao Ryko!


Essa imagem aí de cima ilustra bem a importância que Ryko teve durante a era Synchro. Em parceria com Charge of the Light Brigade e Super Numble Mega Hamster, Ryko foi muito visto em decks plant graças a seu poder de destruição e principalmente de mill. Uma jogada legal de se fazer com ele era trazê-lo com Super Numble, destruir uma carta do oponente e então tributá-lo para a invocação de Caius, conforme visto na imagem. Outro combo era usá-lo para Synchros logo depois que ele era flippado. Estou falando nisso pois essa situação ilustra bem a importância que os Lightsworns têm para o jogo como um todo:não só eles são excelentes como Archetype, eles também são excelentes suportes para praticamente qualquer deck que queira mandar monstros rapidamente para o cemitério. Nessa época de Synchros, vários decks usavam muito o cemitério, entre os quais posso citar os Flamvells e os Plants. Assim, os Lightsworns conseguiram fugir do esquecimento completo graças a essa sua utilidade. 

E já que estamos falando de plantas e da era Synchro, vou comentar agora de dois suportes que lançaram nessa época e que foram muito impactante para os Lightsworns. Vejam:


Apesar de ambos se encontrarem banidos no atual formato, não achei justo passar esse post inteiro sem mencionar Trishula e Glow-up Bulb. Apesar dos Lightsworns não pegarem Top na época em que esses dois foram lançados, eles deram um bom up no deck deixaram-no bem mais competitivo. Glow-up Bulb parece que foi feito para os LS, pois não só ele é um Tuner que pode ser invocado do cemitério como também seu custo de invocação é millar a carta do topo do seu deck. Nem preciso dizer mais nada, né? Um combo muito legal que eu adorava fazer era colocar um Wulf da sua mão no topo do deck com o efeito de Plaguespreader Zombie e em seguida millá-lo para invocar Bulb e fazer Synchros de nível 5 ou 6. Além do mais, Glow-up ainda deixava muito mais fácil a vinda do fodelão Trishula, que também foi pego pela banlist. Era muito fácil invocar Trishula em um deck Lightsworn: bastava ter 2 monstros de nível 4 e 1 Glow-up Bulb no seu cemitério que a magia acontecia, e o dragão de gelo chegava ao campo para tocar o terror. Apesar dessas jogadas lindas e divertidas de fazer, os Lightsworns não conseguiam passar do nível 4 fun e a era escura continuava para eles.

Banlist Setembro de 2011 - O Renascimento?


Em Setembro de 2011, a banlist veio mais uma vez e trouxe grandes surpresas para os Lightsworn Players e para os jogadores de Yu-Gi-Oh como um todo: o guerreiro lendário, Black Luster Soldier, estava de volta! Além disso, Judgment Dragon, que estava semi-limitado há um bom tempo, foi ilimitado, e ainda por cima Tragoedia veio a dois. Isso aumentou muito a moral do deck Lightsworn e levou muita gente a pensar (inclusive eu) que o deck Twilight, morto há tempos, voltaria com força total. A especulação foi alta e levou muita gente a comprar Lightsworns o mais rápido o possível. Porém, infelizmente, tudo isso não passou de especualação. Os Lightsworns não chegaram a ganhar nenhum torneio importante devido a, na minha opinião, dois  principais fatores.

O primeiro fator foi o grande poder que os Agents ganharam com a banlist. No começo do formato, os recém-chegados anjinhos (ah, como eu odeio eles) ganhavam tudo quanto era torneio e isso tirou boa parte da atenção que o deck Twilight vinha recebendo. Ainda por cima, por causa da subida dos Agents ao poder, muita gente começou a sidear cartas Anti-Light e Anti-Chaos, tais quais Leeching the Light, Light-Imprisoning Mirror, Chaos Hunter, entre outras. Esse tipo de Side Deck, feito para combater Agents, é perfeitamente capaz de derrubar decks Chaos Lightsworn, por isso se algum Twilight aparecia em um torneio, logo perdia por causa do Side deck do oponente. 

O segundo fator que fez com que as builds de Twilight não triunfassem foi a onda de novos decks e combos poderosos que vinham aparecendo. A chegada de Rescue Rabbit, Inzektors, Wind-ups e o novo formato apelão das plantas só serviu para tirar ainda mais o foco dos decks Twilights, que já tinha sérios problemas em enfrentar Side decks e combater a onda de Agents. A soma desses dois fatores fez com que os Lightsworns fossem mais uma vez esquecidos e não pegassem Top em torneio algum. Foi então que, em Março de 2012, a banlist atacou novamente e mais uma vez alçou as esperanças dos LS players.

Banlist Março de 2012



Em Março de 2012, mais uma vez a Konami demonstrou que está interessada em renascer os Lightsworns e colocou Lumina a dois. Foi uma mudança muito benéfica ao deck, pois só uma Lumina era frequentemente millada e era difícil recuperá-la depois. Mais uma vez, as especulações começaram e tinha gente dizendo que dessa vez o deck iria vingar de vez. No entanto, como na última lista, tudo isso não passou de especulação. Dessa vez, além dos Side Decks e dos novos Metas, os Lightsworns tiveram que lidar com um novo problema: por mais que a banlist tenha dado ao deck 2 Luminas, ela tirou dele 1 Glow-up Bulb e 1 Trishula, que, como eu já disse mais pra cima, possibilitavam excelentes combos e ajudavam muito o archetype. Assim, a coisa meio que se equilibrou, pois o deck ganhou uma peça importante e perdeu duas.  Novamente, os Lightsworns puros não chegaram a nível de Meta (apesar de que outros tipos de build chegaram - falaremos disso daqui a pouco). 

Olha, quem diria, já estamos na atualidade! Ótimo, agora que já contei toda a história do archetype e já apresentei seus membros, posso falar dos suportes que ainda não foram comentados e das combinações possíveis nesse novo formato. Vamos ver?

Card Trooper

Ah, Card Trooper, por que você não se chama Lightsworn Robbot ou coisa do tipo? Brincadeiras à parte, Trooper poderia perfeitamente ser um Lightsworn que ninguém estranharia. Seu efeito combina perfeitamente com o Archetype, fazendo dele uma peça indispensável nas builds atuais. Na era de ouro dos Lightsworns, ele não era usado simplesmente por falta de espaço, mas seu efeito realmente compensa: millar 3 cartas e ganhar um beater de 1900 ATK que te permite puxar 1 cartinha quando sai de campo? Sim por favor! A maior vantagem de Trooper é que ele proporciona Mill na Main Phase, tornando combos mais rápidos e permitindo que Judgment Dragon venha ao campo com mais facilidade. A única desvantagem dele é o baixo ataque com o qual ele fica no turno do oponente, mas isso não chega a ser um problema perto dos benefícios que a carta traz. Uso e recomendo!



Essas duas aí de cima fazem parte do Metagame como um todo, mas acho que vale a pena comentá-las aqui pois elas realmente deram um grande UP nos decks Twilight. Tour Guide dispensa comentários, nunca vi carta mais apelona que ela. Durante um bom tempo achei que ela era capaz de trazer Necro Gardna e só há pouco tempo fui reparar que ele era Warrior (lol), mas isso não muda o fato dela ser uma excelente carta para o deck, dando a ele mais velocidade e consistência. Já Tour Bus pode ser especialmente interessante para os Lightsworns por causa de seu efeito de reciclagem. Acredito que valha a pena usar Tour Bus em parceria com Tour Guide em um deck Lightsworn, pois o busão tem a capacidade de reciclar monstros logo que é millada, permitindo assim ao usuário colocar cartas como Lumina de volta no deck para depois comprá-las ou adicioná-las a mão com Charge of the Light Brigade. Tour Bus sofre, no entanto, com a concorrência de Sangan, que também é ótimo para o deck podendo fazer search de Lumina. Mais uma vez, e sei que já falei isso umas 500 vezes nesse post, vai do gosto de cada um. E caso não consiga decidir-se, use os dois que mal também não faz.

Aproveitando a brecha deixada por essas duas, vou aproveitar para comentar um pouco mais sobre outras boas opções de monstros DARK para builds que queiram usar a temática Twilight. A primeira que ressalto é D.D. Crow, que pode perfeitamente passar do Side para o Main nesse tipo de deck. Crow é realmente uma excelente carta, não só porque ele desestabiliza o grave do oponente como também porque ele pode ser usado a qualquer momento. Assim, podemos usá-lo no seu próprio turno para colocar o 5° mostro que faltava para o efeito de Avarice ou o monstro Dark que faltava para chamar Chaos Sorcerer. Isso sem falar que ele ainda pega carona na Monster Reincarnation, podendo ser reciclado por ela. A segunda carta que eu gosto muito e quero comentar é Blackwing - Zephyrus the Elite. Esse pássaro preto tem um enorme potencial nesse deck, e pode ser usado para muitos propósitos. O principal motivo é a ajuda que ele dá para Xyz em parceria com Lumina: podemos invocar Lumina, usr seu efeito para chamar um monstro de nível 4 do Grave, e então retornar a invocadora para a mão para fazer Xyz de Rank 4 e abusar mais de seu efeito no próximo turno. Outra opção legal, porém nem tão útil, é Phantom of Chaos. Podemos usar seu efeito para transformá-lo em uma Lumina de nível 4, podendo ser usado para Xyz de Rank 4 mais facilmente. E remover a Lumina não chega a ser um problema, pois hoje em dia temos Leviair para recuperá-la.


Esses dois são ideias interessantes para o deck, mas por algum motivo os players não os usam muito. Sephylon até que é mais visto, já A/D Changer caiu no esquecimento. O Timelord possui um custo de invocação que é a cara dos Lightsworns: basta ter 10 monstros no grave para chamá-lo da mão. Pode parecer muito, mas nem é tanto para um deck que tem um mill tão brutal quanto os LS. Seu efeito nem importa muito (apesar de ser possível montar builds para aproveitá-lo), o que importa mesmo é sua invocação descomplicada e seu ataque excelente. É uma opção viável, apesar de não ser uma carta que eu goste especialmente. A/D Changer foi bastante comentado antes de sua chegada, mas nunca achou espaço no deck. Seu efeito também pode pegar o oponente de surpresa,trocando a posição de batalha um monstro com ataque alto e defesa baixa. Mas a melhor jogada de se fazer com ele é passar Lyla para ataque depois que esta ativa seu efeito, possibilitando a destruição de duas Traps. Outra combinação possível é com Ryko, possibilitando que o cachorrinho ative seu efeito no turno em que é baixado. Como podem ver, são combinações legais, mas A/D Changer simplesmente não cabe em nenhuma build.

LightrayDiabolos-GAOV-EN-R-1E.jpgLightrayDaedalus-GAOV-EN-C-1E.jpgLightrayGearfried-GAOV-EN-R-1E.jpg

Os recém-chegados Lightrays também podem ser bem aproveitados junto dos Lightsworns. Apesar de não ter um tão fodelão quanto DAD, podemos ainda assim fazer bom uso deles, principalmente do Lightray Gearfried que funciona bem com o grande número de Warriors do deck. Lightray Daedalus também tem um efeito legalzinho, e leva a vantagem de ter um custo de invocação bem mais fácil que os outros membros do deck. Temos também o Lightray Diabolos, que possui um custo de invocação um pouco mais complicado que o Daedalus mas em conpensação tem um efeito mais genérico. Já Lightray Grepher e Lightray Sorcerer não são muito uteis pois trabalham com remoção de monstros, coisa que não é muito boa para os Lightsworns.

Muito bem. Comentados os suportes que faltavam, vamos agora falar de algumas combinações possíveis de serem feitas com os Lightsworns. Como eu disse mais para cima, os LS ajudam muito qualquer Archetype ou deck que precise mandar cartas ao cemitério. Deem uma olhada abaixo em algumas temáticas que conseguem se aproveitar bem dos Lightsworns:


 

A combinação mais conhecida de todas, e também muito eficiente, é a de Lightsworns + Zombies. Dentre os mortos-vivos, temos cartas cujos efeitos ativam no cemitério, tais quais Mezuki e Plaguespreader Zombie, além de outras que também trabalham com o grave como Zombie Master e Book of Life. Assim, os LS caem como uma luva e garantem um excelente aproveitamento do deck, sem contar que como os Zombies são Dark, é possível construir uma plataforma Chaos muito consistente.


A plataforma com Lightsworns mais poderosa atualmente é a Chaos Dragons, que usa os efeitos dos monstros do Archetype para mandar muitas cartas para o cemitério. Os dragões do caos vêm ganhando muitos torneios e por isso há quem diga que eles não escapam da próxima banlist. Felizmente, os Lightsworns que integram o deck (Lyla e Ryko) e seus suportes (Solar Recharge e Charge of the Light Brigade) não estão em risco de serem atingidos pela lista, pois o deck conseguiria se virar sem eles. Não sei se gosto da possibilidade deles serem atingidos, pois ao mesmo tempo que é um deck chato e OP, é a primeira vez em um tempo razoável que os Lightsworns têm de fato uma importância grande para o Metagame.


Outra ideia bacana é misturar os Lightsworns com os robozinhos de sucata, que também usam e abusam do cemitério. Hoje em dia essa mistura está meio antiquada, mas já foi bem poderosa em tempos não tão distantes e merece atenção. Admito que nunca experimentei jogar  com Scrapsworns pois não vou muito com a cara dos Scrap, qualquer dia desses eu monto um deck e vejo no que dá.


Por último, mas não menos importante, temos a combinação de Lightsworns com Gishkis, que eu pessoalmente acho o máximo. Com o potente mill dos LS, podemos nos aproveitar muito bem de efeitos como o de Gishki Beast, Gishki Aquamirror, e ainda de cartas como Salvage, indispensável em decks do tema. Podemos ainda fazer bom uso do poder de reciclagem dos Gishki, que retornam muitas cartas ao deck e a mão graças a monstros como Evigishki Ming Augus. Muito legal mesmo, vale a pena testar.

Agora que já falei das combinações (lembrando que existem muitas outras, só comentei as principais), vamos a algumas decklists? Vale lembrar que eu não tive tempo para testar a maioria delas e o objetivo não é dar algo perfeito, mas sim uma base de como é a plataforma.

_____________________________________________________________________

Deck: Pure Lightsworn

Aurkus, Lightsworn Druid

Monstros:
Ehren, Lightsworn Monk x2
Lumina, Lightsworn Summoner x2
Garoth, Lightsworn Warrior x2
Jain, Lightsworn Paladin x2
Lyla, Lightsworn Sorceress x2
Ryko, Lightsworn Hunter x1
Celestia, Lightsworn Angel x1
Aurkus, Lightsworn Druid x1
Wulf, Lightsworn Beast x2
Card Trooper x1
Plaguespreader Zombie x1
Judgment Dragon x3
Necro Gardna x2
Honest x1
Gorz, the Emissary of Darkness x1
Effect Veiler x3
(27)

Spells:
Solar Recharge x3
Charge of the Light Brigade x1
Pot of Avarice x1
Heavy Storm x1
Monster Reborn x1
Dark Hole x1
Mystical Space Typhoon x2
Foolish Burial x1
Book of Moon x1
(11)

Traps:
Beckoning Light x2
(2)

Extra Deck:
Mist Wurm x1
Ally of Justice Catastor x1
Brionac, Dragon of the Ice Barrier x1
Gaia Knight, Force of the Earth x1
Evigishki Merrowgeist x1
Maestroke, the Symphony Djinn x1
Heroic Champion Excalibur x1
Constellar Omega x1
Wind-Up Zenmaines x1
Number 39: Utopia x1
Number 50: Black Corn x1
Daigusto Emeral x1
Lavalval Chain x1
Constellar Ptolemys Messier 7 x1
Gem-Knight Pearl x1

Deck: Twilight


Monstros:
Ehren, Lightsworn Monk x2
Lumina, Lightsworn Summoner x2
Jain, Lightsworn Paladin x2
Lyla, Lightsworn Sorceress x2
Ryko, Lightsworn Hunter x1
Wulf, Lightsworn Beast x1
Celestia, Lightsworn Angel x1
Judgment Dragon x2
Sangan x1
Chaos Sorcerer x2
Necro Gardna x2
Tour Guide from the Underworld x3
Black Luster Soldier - Envoy of the Beginning x1
Tragoedia x1
Gorz, the Emissary of Darkness x1
Dark Armed Dragon x1
Blackwing - Zephyrus the Elite x1
Effect Veiler x2
Plaguespreadet Zombie x1
Honest x1
(30)

Spells:
Foolish Burial x1
Mystical Space Typhoon x2
Heavy Storm x1
Dark Hole x1
Monster Reborn x1
Allure of Darkness x1
Solar Recharge x3
Charge of the Light Brugade x1
(11)

Extra Deck:
Mist Wurm x1
Ally of Justice Catastor x1
Brionac, Dragon of the Ice Barrier x1
Gaia Knight, Force of the Earth x1
Stardust Dragon x1
Maestroke, the Symphony Djinnt x1
Leviair the Sea Dragon
Constellar Omega x1
Wind-Up Zenmaines x1
Number 39: Utopia x1
Number 50: Black Corn x1
Daigusto Emeral x1
Lavalval Chain x1
Number 17: Leviathan Dragon x1
Gem-Knight Pearl x1

Deck: Scrapsworn

Scrap Twin Dragon

Monstros:
Ehren, Lightsworn Monk x1
Lumina, Lightsworn Summoner x2
Jain, Lightsworn Paladin x1
Lyla, Lightsworn Sorceress x2
Ryko, Lightsworn Hunter x2
Wulf, Lightsworn Beast x2
Judgment Dragon x2
Honest x1
Cyber Dragon x2
Scrap Beast x3
Scrap Chimera x3
Scrap Goblin x2
Scrap Golem x2
(25)

Spells:
Charge of the Light Brigade x1
Solar Recharge x3
Scrapyard x2
Scrapstorm x2
Dark Hole x1
Pot of Duality x2
Dark Hole x1
Monster Reborn x1
Heavy Storm x1
(14)

Traps:
Royal Decree x2
(2)

Extra Deck:
Chimeratech Fortress Dragon x1
T.G. Hyper Librarian x1
Ally of Justice Catastor x1
Black Rose Dragon x1
Stardust Dragon x1
Scrap Twin Dragon x1
Scrap Dragon x2
Scrap Archfiend x1
Brionac, Dragon of the Ice Barrier x1
Gaia Knight, Force of the Earth x1
Number 39: Utopia x1
Number 50: Black Corn x1
Daigusto Emeral x1
Lavalval Chain x1

Deck: Zombiesworn


Monstros:
Lumina, Lightsworn Summoner x2
Lyla, Lightsworn Sorceress x2
Ehren, Lightsworn Monk x1
Jain, Lightsworn Paladin x2
Ryko, Lightsworn Hunter x1
Mezuki x1
Plaguespreader Zombie x1
Effect Veiler x2
Zombie Master x3
Spirit Reaper x1
Tour Guide from the Underworld x3
Sangan x1
Card Trooper x2
Judgment Dragon x1
Tragoedia x1
Chaos Sorcerer x2
Black Luster Soldier - Envoy of the Beggining x1
Goblin Zombie x2
(29)

Spells:
Solar Recharge x3
Charge of the Light Brigade x1
Allure of Darkness x1
Book of Life x2
Monster Reborn x1
Dark Hole x1
Heavy Storm x1
(10)

Traps:
Treacherous Trap Hole x1
(1)

Extra Deck:
Ally of Justice Catastor x1
Revived King Ha Des x1
Gaia Knight, the Force of Earth x1
Brionac, Dragon of the Ice Barrier x1
Black Rose Dragon x1
Stardust Dragon x1
Dark End Dragon x1
Mist Wurm x1
Scrap Dragon x1
Wind-Up Zenmaines x1
Number 39: Utopia x1
Maestroke the Symphony Djinn x1
Leviair the Sea Dragon x2
Number 17: Leviathan Dragon x1


Deck: Gishkisworn


Monstros:
Lumina, Lightsworn Summoner x2
Lyla, Lightsworn Sorceress x2
Ehren, Lightsworn Monk x1
Jain, Lightsworn Paladin x2
Ryko, Lightsworn Hunter x1
Aurkus, Lightsworn Druid x1
Wulf, Lightsworn Beast x1
Judgment Dragon x2
Gishki Shadow x3
Gishki Abyss x3
Gishki Beast x2
Evigishki Soul Ogre x2
Evigishki Mind Augus x3
(25)

Spells:
Gishki Aquamirror x3
Solar Recharge x3
Charge of the Light Brigade x1
Hand Destruction x2
Magical Stone Excavation x2
Salvage x2
Heavy Storm x1
Monster Reborn x1
Dark Hole x1
(16)

Extra Deck:
Evigishki Merrowgeist x1
Maestroke, the Symphony Djinn x1
Constellar Omega x1
Wind-Up Zenmaines x1
Number 39: Utopia x1
Number 50: Black Corn x1
Daigusto Emeral x1
Lavalval Chain x1
Constellar Ptolemys Messier 7 x1
Gem-Knight Pearl x1
Photon Strike Bounzer x1
Steelswarm Roach x1
Vylon Disigma x1
Wind-Up Zenmaines x1
Leviair the Sea Dragon x1

_________________________________________________________________

Vídeos:





Nota: o vídeo é antiguinho e em boa parte dos duelos ele não usa os Lightsworns, mas dá para ter uma ideia de como o deck Gishkisworn funciona.


Combatendo os Lightsworns


Para terminar em grande estilo, vou fazer um mini Sideando ensinando algumas cartas boas para combater os Lightsworns:

D.D. Crow - Muito boa carta, especialmente se chainado ao efeito de Lumina. Pode acabar com jogadas inteiras.

Light-Imprisoning Mirror - Provavelmente a melhor carta de Side anti-LS. Nega o efeito de praticamente todo o deck, e ainda não pode ser destruído por Lyla.

Leeching the Light - Outra ótima carta, faz qualquer monstro cocozinho ganhar de qualquer coisa que você coloque em campo.

Kycoo, the Ghost Destroyer - Desestabiliza o cemitério para a invocação de JD a BLS. Melhor aproveitado contra plataformas Chaos.

The Huge Revolution is Over - Outro dia mesmo fui pego por uma dessas. Acaba com a festa de Judgment Dragon e te deixa com cara de pato.

Electric Virus - Rouba  o JD do campo do oponente e facilita muito um futuro OTK.

E o futuro?

Bem, eu diria que o futuro é promissor para os Lightsworns. A konami vem demonstrando que está interessada em trazê-los de volta ao mundo competitivo, dando a eles novos suportes como os Lightrays e liberando membros do Archetype lista após lista. Torço para que em Setembro Charge venha a 2 ou Lumina seja ilimitada, ajudando ainda mais o deck. Se isso vai acontecer? Só o futuro dirá. 


Comentários Facebook
17 Comentários

17 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom o post.

Eu tenho um deck Silver Lightsworninja, que utiliza a fama dos lightsworn´s em mandar monstros pro cemiterio e usar o efeito flip do Senior Silver Ninja para invocar varios ninjas (até 4 ninjas) que estao no grrave (por efeito dos lightsowrn), e depois fazer XYZ (de preferencia rank 4), Excalibur, Ninja Blader e tbm o Wind-Up Zenmaister pra reutilizar o efeito do Silver Ninja e reviver ainda mais monstros para fazer XYZ e etc e etc .....

Ps. Carlos

gabriel almeida marques parente ronaldo disse...

nossa tive até de comentar depois de uma ameaça destas. kkkkkk
ótimo pots vc me disse q ia ser grande mas não imaginei tanto. Ah se vc não se lembrar eu sou o !!synchro master!!

(God of Life) Soul disse...

Que post gigantesco... Mas admito que me deu vontade de testar esses carinhas luminosos, e eu digo que sempre odieie eles, nao tinha coisa pior que ver o oponente usando uma Lyla ou flipando um Ryko...

Enzzo S disse...

ÓTIMO Post, cara! Excelente!
Eu achava que o seu Atributo favorito era WATER Mas deixa quieto
eu apesar de gostar dos DARK, Eu acho os Lightsworn bem maneiros (Exceto com Chaos Dragon) você conseguiu falar absolutamente TUDO Sobre eles, meu parabéns, Ótimo post, as Decklists estão demais, nem conhecia direito a história deles e você mostrou isso de uma maneira muito boa.
OBS: Pronto, comentei, agora Vou torcer para que o Judgment não mate meus Queridos Worms

BuBa disse...

Lol, valeu Enzzo, pode deixar que você vai ficar protegido do JD. Quanto ao meu atributo favorito, água e luz sempre ficaram meio que empatados, não consigo me decidir sobre qual eu gosto mais...

Marcelo disse...

Voces poderiam terem comentado sobre uma carta maqica de suporte;

Constellar Belt
Efeito: The activation of LIGHT monsters' effects cannot be negated.

Esta carta ajuda e muito os Lightsowrn.

BuBa disse...

Infelizmente não ajuda tanto assim, pois não previne cartas como Effect Veiler já que essa não nega a ativação do efeito, mas sim o efeito em si.

Enzzo S disse...

XD
Concordo que seria legal Lightsworn Meta novamente. Acho que eles são bem saudáveis ao jogo e não ficam enchendo a paciência como Inzektor ou Wind-Up

Henrique disse...

ótimo post Buba! \o/

Sempre gostei do arquétipo Lightsworn, o estilo de jogo deles sobrevive a qualquer era, e sempre se adapta ao que o jogo requer no momento.

Os decks que vc postou estão incríveis! *-*

Bruno Navas disse...

Vish, achei que o post ia ser um pouco menor.

Quando você falou em fazer um post grande, não sabia que era tão grande, flw. -q

Judgment Dragon, um dia irei te trollar, hohohoho.

Anônimo disse...

Post mais foda que eu ja vi nesse blog, ta de parabens cara!!!

-against- disse...

parabens pelo post cara! :D continue assim achei legal principalmente a parte do voltando a historia ... e acho que foi o diferencial do post. parabéns

Tsoko disse...

Muito bom! Nota 10 pro post!

M-Jung disse...

Post incrivel... cara... você é foda!

Anônimo disse...

cara vc deve coloca cards raros como dragois legederios vc e bom

Felipe disse...

Parabens!!

Anônimo disse...

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